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Um estudo feito por um grupo de investigadores franceses com 14 doentes portadores do vírus VIH, que permaneceram saudáveis vários anos após a paragem dos tratamentos, apontam para a possibilidade de a intervenção médica precoce funcionar como uma “cura funcional” para a Sida.
Os resultados desta investigação, publicados esta quinta-feira na revista norte-americana ‘PLOS Pathogens‘, sucedem a revelação feita por um grupo de investigadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados-Unidos, que anunciaram no passado dia 3 de março a cura de um bebé que nasceu com o vírus da imunodeficiência humana (VIH).
O grupo de 14 adultos foi submetido a tratamento contra o vírus através de uma série de medicamentos antirretrovirais e deixou o tratamento, em média, dois ou três anos depois. O grupo tem sido capaz de manter as cargas virais controladas por uma média de sete anos e meio sem recurso a tratamento, acrescenta o estudo.
Todos os participantes residem em França, têm entre 34 e 66 anos e foram infetados com o vírus nos anos 1990 e 2000.
De acordo com a agência Lusa, para os virologistas, não se trata da erradicação do vírus, mas sim do seu enfraquecimento, de tal maneira que o sistema imunitário da criança pôde controlá-lo sem antirretrovirais.
Cerca de 33 milhões de pessoas estão infetadas com o vírus da Sida em todo o mundo e de acordo com os últimos dados (2007), em Portugal existem 32 mil portadores da doença.