
Aos 12 anos, já convictamente vegan e apaixonada pelas plantas, inventava os seus produtos de beleza naturais em casa, com a ajuda de um dicionário de botânica que estudava durante horas. Mas entre esses primeiros ensaios e a criação da Nuxe, que fundou e de que hoje é presidente, ainda trabalhou na área financeira: o que não só não a fez esquecer as plantas como viria a ajudá-la na gestão da sua marca.
De onde vem a sua paixão pelas plantas e pela cosmética?
A Natureza sempre foi para mim uma fonte de inspiração e as plantas sempre me fascinaram: primeiro pelos seus cheiros, que acompanharam a minha infância, e depois pelas suas virtudes terapêuticas, que descobri com o meu pai que era farmacêutico. Sempre me impressionou, desde muito jovem, a potência do mundo vegetal. As minhas duas paixões cresceram juntas e foi por isso que tive vontade de me lançar na aventura empresarial criando a minha própria marca. O nicho da cosmética natural pareceu-me evidente, mas naquela época não estava nada ‘na moda’.
Mas o seu percurso profissional na cosmética não começou logo por aí…
Fiz Ciência Política em Paris, tirei um MBA na New York University e fiquei algum tempo nos Estados Unidos, onde comecei a minha carreira na área financeira a trabalhar num grande grupo. Mas já nessa altura sentia a vontade de criar, de desenvolver, e foi o que fiz quando regressei a Paris. Eu sempre soube que queria escrever a minha própria história. Decidi comprar um laboratório parisiense de formulação em cosmetologia natural, firmando o início da minha aventura empresarial e o nascimento da NUXE.
“A potência do mundo vegetal sempre me impressionou”
Qual foi o primeiro produto que lançou?
O Huile Prodigieuse. Com a minha equipa de investigadores apaixonados conseguimos realizar aquilo com que eu sonhava enquanto jovem empreendedora e jovem mamã: um óleo seco nutritivo multiusos, para rosto, corpo e cabelo, clean e vegan, à base de óleos vegetais. Um produto ao mesmo tempo natural, eficaz e sensorial, que reinventou todos os códigos do universo da farmácia. Ao fazer 30 anos, o Huile Prodigieuse ultrapassou simbolicamente o limiar dos 30 milhões de frascos vendidos desde a sua criação. A Nuxe continua, aliás, a reinventar este produto de culto com uma nova declinação inédita de que daremos detalhes muito em breve!

Como define a sua marca?
A Nuxe é uma marca francesa, pioneira da cosmetologia de origem natural. Fabricamos em França e cada produto é formulado com a exigência de qualidade farmacêutica. A nossa filosofia é estar à frente, com um espírito vanguardista. Estar na moda não é o nosso objetivo. Aliás, já eramos clean, vegan e ‘verdes’ antes de toda a gente.
Como seleciona as plantas que usa nos seus produtos?
A escolha é guiada por duas convicções essenciais. A primeira é a eficácia que as plantas podem trazer à pele. Identificamos a sua composição, investigamos como poderemos extrair delas, de forma natural, as moléculas mais ativas e confirmamos as suas propriedades através de estudos em laboratório. Para nós é primordial propor aos nossos clientes produtos que tenham resultados visíveis. A segunda convicção que nos guia é o eco-sourcing das plantas. Privilegiamos o aprovisionamento local sempre que possível, a agricultura biológica, as produções de fileiras de comércio justo… A Natureza é um tesouro que devemos preservar.
Qual é o maior desafio na formulação de um cosmético à base de plantas?
As plantas são organismos vivos, cujas colheitas podem variar em função das condições climáticas. Por isso temos de ter muita atenção ao controlo de qualidade dos ingredientes naturais com que trabalhamos e ter em conta as possíveis variações em termos de cor, de cheiro ou de eficácia. Além disso os óleos vegetais, que são muito importantes na Nuxe, são também muito mais frágeis de formular. Portanto, temos de assegurar a estabilidade das nossas fórmulas ao longo do tempo e é aí que está todo o savoir-faire do nosso laboratório, que há 30 anos formula usando ingredientes naturais.
A Nuxe é também reconhecida pelos seus aromas e texturas…
A sensorialidade dos nossos produtos é uma verdadeira obsessão para mim. Nada é lançado se eu não estiver 100% satisfeita. Os nossos produtos vão para lá da eficácia, devem proporcionar um momento de bem-estar, a marca é conhecida e reconhecida por isso.
Qual foi o maior desafio que teve de enfrentar nestes 30 anos da marca?
Quando lancei a Nuxe não tinha dinheiro nem experiência, mas tinha uma visão e foi ela que me guiou. E na verdade, arrancar com tão poucos meios ajudou-me a trabalhar de uma forma muito mais eficaz e criativa.
E qual é o seu maior orgulho?
Celebrámos 30 anos da marca: uma boa ocasião para relembrar as datas fundadoras desta incrível história de amor entre a Nuxe e as mulheres. Emociono-me ao recordar todas as etapas que marcaram esta história. Desde o laboratório de formulação inicial até ao terceiro grupo de dermocosmética que somos hoje, a Nuxe conseguiu traçar um caminho sensorial no universo da beleza em farmácia, mantendo-se fiel aos compromissos que são fundamentais para mim, como a qualidade Made in France e o respeito pelo planeta. Hoje, a paixão das mulheres, e dos homens, pelos nossos produtos continuam a dar-me uma enorme alegria. Ver os produtos Nuxe incluídos nos seus rituais de beleza é uma grande fonte de orgulho e um motor inesgotável para levar a inovação cada vez mais longe.
Diga-nos três dos seus produtos que adora e que todas as mulheres deveriam experimentar.
O Huile Prodigieuse, o Super Serum 10 e pós-solar para o rosto Lait Fraîcheur Après-Solei
