
Numa altura em que o grave contexto de saúde pública por causa do COVID-19 exige que fiquemos em casa com os mais novos, a televisão e os ecrãs de telemóvel e de tablet são uma tentação para os mais pequenos. Mas quanto tempo podem e devem estar as crianças frente a um ecrã? Estas sãos as diretrizes da Associação Americana de Pediatria:
– Para crianças com menos de 18 meses, evite o uso de ecrãs;
– Pais de crianças com idades entre 18 e 24 meses que desejam introduzir o uso de meios de comunicação digitais devem escolher uma programação de qualidade e assistir com os filhos, para ajudá-los a entender o que estão a ver;
– Para crianças com idades entre 2 e 5 anos, o uso aparelhos deve ser limitado a uma hora por dia e a programas de qualidade. Os pais devem assistir com os filhos;
– Para crianças com 6 anos e acima disso, imponha limites conscientes, garantindo que o tempo passado em frente a ecrãs não atrapalha o sono e a atividade física.
A Sociedade Canadiana de Pediatria vai além, dizendo que crianças com menos de 2 anos não devem ter acesso a dispositivos eletrónicos.
A entidade britânica Royal College of Paediatrics and Child Health (RCPCH) também divulgou um conjunto de orientações, mas não estabeleceu limites. Em vez disso, aconselha as famílias a perguntarem-se o seguinte:
– O tempo passado em frente a ecrãs na sua casa é controlado?
– Os ecrãs interferem no que a família quer fazer?
– Os ecrãs interferem no sono?
– Consegue controlar o que a criança come durante o tempo que esta passa em frente a ecrãs?
Se a família ficar satisfeita com as respostas, então é provável que esteja a sair-se bem nesta questão complexa, diz o RCPCH.