
–
Diversas ameaças levaram as cinco maiores cadeias de cinema dos Estados Unidos a comunicar que não iriam exibir o filme ‘The Interview’. A National Association of Theater Owners, que representa os donos das salas de cinema nacionalmente, afirma que “os operadores individuais de cinema, decidiram adiar a exibição do filme para que os seus clientes possam disfrutar, durante o feriado de Natal, de uma pacífica e segura sessão de cinema que os outros filmes em exibição podem oferecer.”
Acerca desta situação, a Sony refere, através de um comunicado, que “respeita e compreende a decisão dos nossos parceiros e, claro, partilha totalmente os seus supremos interesses em relação à segurança dos trabalhadores e clientes.”
Oficiais do FBI e do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos afirmaram que estão cientes das ameaças efectuadas, desvalorizando, no entanto, a probabilidade da existência de qualquer ataque. Em declarações ao canal ABC, na última quarta-feira, o presidente Barack Obama tranquilizou as pessoas e referiu que toda a gente se deve dirigir aos cinemas se assim o desejarem. “Os ciberataques são muito sérios”, reforçou o presidente americano. “Estamos a investigar o que se passou. Estamos a levar esta situação muito a sério. Se virmos alguma coisa que seja séria e credível então alertaremos o público. Mas por agora, a minha recomendação é que as pessoas vão ao cinema sem problema.”
Recorde-se que este filme, realizado por Seth Rogen e Evan Goldberg, centra-se num jornalista de entretenimento (James Franco) e o seu assistente (Seth) que tentam, várias vezes, assassinar o líder norte-coreano Kim Jong Un (Randall Park). Em Junho, Kim Myong-choi, um porta-voz não oficial de Kim Jong Un, arrasou o filme através de uma declaração ao jornal “The Telegraph”. “Está presente uma certa ironia neste argumento que mostra o desespero do governo dos Estados Unidos da América e da sociedade americana,” afirmou. “Um filme sobre o assassinato de um líder estrangeiro reflecte o que os Estados Unidos fizeram no Afeganistão, Iraque, Síria e Ucrânia. E não nos deixa esquecer quem matou o Presidente Kennedy… americanos.”
Toda esta situação levou a que, segundo relatos da CNN e NBC, o governo americano determinasse a Coreia do Norte como a responsável pelo ataque aos sistemas informáticos da Sony.