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Marie Wold

Num recente episódio do podcast Grind and Be Grateful, a influencer na área do fitness e coach Marie Wold, de 24 anos, decidiu revelar as suas maiores inseguranças. E de modo a complementar o assunto, divulgou as três melhores formas de lidarmos com as nossas próprias.

Como contextualização, Marie definiu uma insegurança como algo que, normalmente, remete a eventos passados, lembrando um comentário que uma suposta amiga, na escola primária, fez acerca do seu corpo. “Um mero comentário. E até hoje, lembro-me do quão inadequada e sem valor me senti naquele momento”, disse.

Em seguida, revelou quais as suas três maiores inseguranças: a consciência de que é uma pessoa introvertida; a sua doença autoimune (esclerodermia localizada em golpe de sabre) e ainda a sua celulite. Mas estas já não fazem parar a sua vida nem lhe ocupam muito tempo no pensamento. Tudo graças a vários anos de três principais práticas que qualquer uma de nós pode usar para as suas inseguranças.

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Marie Wold

1. Reconhecer verdadeiramente que algo nos deixa inseguras

“Quando estamos dentro da nossa cabeça, a sentirmo-nos muito inseguras em relação a algo, quero que, literalmente, pensem ‘eu estou a sentir-me insegura acerca de X e sinto-o em Y’“, começou por dizer, de modo a que reconheçamos em que zona do corpo acumulamos mais tensão.

De acordo com a revista Shape, o neuropsicólogo Sanam Hafeez diz que reconhecer a insegurança no momento em que esta é sentida, enfrentando-a e questionando-a, pode ajudar-nos a crescer enquanto pessoas. Além disso, faz com que libertemos espaço da nossa cabeça, encorajando-nos a estar mais presentes, bem como a ganhar maior clareza acerca das referidas inseguranças.

Wold sugere, por fim, que demos um nome ao nosso ponto fraco. Algo como “dizer ‘eu estou a ser o meu eu materialista’, ‘eu estou a ser o meu eu narcisista’” é, de acordo com Hafeez, uma forma útil de evoluirmos, já que tomamos conseciência das nossas atitudes e, numa próxima vez, poderemos ser mais honestos. Por fim, a influencer diz que, além do nome, podemos imaginar o nosso “eu crítico” como alguém em particular – pode ser uma personagem fictícia ou alguém de quem não gostemos, por exempplo, ajudando-nos a separar essa entidade crítica de quem somos verdadeiramente.

2. Enfrentar o nosso crítico interior

“Quando o fazemos, estamos a lutar de volta. Estamos a reestabelecer a nossa verdade, em vez de apenas deixarmos a nossa versão crítica liderar“, diz Wold. Mas, nestes casos, não devemos lutar com mentiras. Por exemplo, imaginar que não temos celulite quando estamos, inconscientemente a criticar o facto de a termos. Importa, como referido no ponto 1, reconhecer o que nos deixa inseguras.

Wold dá o exemplo de ter ido a um evento e de se ter começado a sentir insegura pelo facto de ter de falar com várias pessoas. Nesse momento, diz, em vez de se imaginar como uma pessoa extremamente extrovertida, reconheceu que não o era e disse estar orgulhosa pelo simples facto de ter ido, afirmando que, a seu tempo, iria conseguir, eventualmente, falar com alguém.

E Hafeez concorda. “Esta é uma das melhores formas de combater pensamentos negativos: substituí-os por algo melhor e mais construtivo. É uma questão de mudar a cassete que tocamos no nosso cérebro“, afirma.

3. Praticar novas crenças

Isto porque as inseguranças não são mais que crenças aprendidas no passado. No fundo, importa que substituamos os pensamentos mais críticos e negativos por outros, mais positivos e construtivos. E, para tal, devemos sair da nossa zona de conforto, diz Hafeez. Para Wold, isto significaria, por exemplo, falar com alguém que não conhecesse no tal evento. Porque, se tivermos sucesso em tais tarefas, começaremos a mudar a nossa forma de pensar sobre nós mesmos.

E se está a pensar que “é mais fácil falar do que fazer“, está certa. A questão é que, para superarmos verdadeiramente as nossas inseguranças, está é uma das difíceis (mas muito gratificantes) formas de o conseguir. Esta é uma maneira eficaz de “curar” as inseuranças. Isto, claro, sem nunca nos esquecermos que não somos obrigadas a eliminar a insegurança logo que a identificamos. Tudo isto é um processo que, a longo prazo, pode ter resultados incríveis.

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Marie Wold

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