
Em tempos, ter um único em cada orelha era considerado a norma. Com o passar do tempo, o número de acessórios multiplicou-se, chegando a áreas como a hélice, concha, tragus e cartilagem. O fenómeno fez nascer um novo conceito de styling: a curadoria para orelhas.
O conceito descreve a combinação de várias peças de joelharia estilizadas em diferentes piercings em toda a orelha para um visual único. É um pouco como escolher a roupa perfeita: cada componente funciona em conjunto para uma combinação que é totalmente exclusiva de quem a usa.
Neste campo, Maria Tash é rainha. A designer de joias é reconhecida internacionalmente como pioneira na indústria dos piercings, transformando-a numa experiência de luxo, graças ao seu trabalho artesanal especializado, designs inovadores de alta joalharia e abordagem individualizada ao estilo.
Conheça as principais dicas da perita para quem quer dominar a arte da curadoria para orelhas.
Sobre styling e equilíbrio
Uma ótima curadoria é imaginativa e memorável, e há várias maneiras de alcançá-la. A sugestão da especialista, conforme pode ler-se no site oficial da marca homónima, é equilibrar três forças: o tom da pele; a estética pessoal; e o peso e estilo das peças colocadas uma ao lado da outra.
Para escolher os metais que combinam melhor com a sua pele, experimente segurar peças em ouro branco, amarelo e rosa jutno ao rosto para decidir qual é a mais lisonjeira.
“No que ao estilo diz respeito, seja intencional na composição. Pode brincar com simetria, padrões ou temas. As escolhas são infinitas. A seguir, equilibre a sua anatomia com o formato e tamanho da joia, considerando como diferentes designs podem enfatizar ou obscurecer partes da orelha. Seja fiel ao seu estilo, confie nos seus instintos e divirta-se enquanto avança”.
Sobre colocar brincos sobre camadas em diferentes áreas da orelha
Se a intenção for limitar-se ao lóbulo em vez da cartilagem, existem muitos efeitos e tipos novos de piercings. Aqui, é importante ter consciência de que as antigas regras de espaçamento uniforme já não existem.
“Podemos usar vários brincos em cima de um primeiro, segundo ou terceiro piercing para uma lufada de ar fresco, ou colocar um segundo ou terceiro piercing bastante afastado do primeiro, criando um grande espaçamento”, explica Tash à revista “Coveteur”. “Uma boa curadoria envolve escolhas deliberadas nos diâmetros das argolas; e como os studs e argolas combinam entre si. Tudo deve estar relacionado, ter uma boa leitura e pouco ruído”.
Sobre misturar e combinar diferentes metais
Relativamente a este tema, Maria Tash explica que não é contra, mas é algo que deve ser feito cuidadosa e deliberadamente.
“A maioria das pessoas pode efetivamente usar mais de uma cor de metal”, afirma, em declarações à “Coveteur”. “Alguns clientes compram brincos duplicados em ouro branco e amarelo para conjugar com as suas mudanças de vestuário. Também se pode misturar ouro preto e ouro branco. O amarelo e rosa podem ser combinados com cuidado”.
Segundo a especialista, um princípio orientador geral é que se tiver designs repetidos como, por exemplo, várias argolas simples a subir pela orelha em diâmetros semelhantes, será mais fácil misturar metais, porque o olho pode diferenciar as cores, já que a peça é consistente. Se tiver acessórios diferentes próximos uns dos outros, o ideal é que haja uma continuidade da cor do metal para que o olho se concentre nas diferenças de artigo.