
As calças de ganga começaram como vestuário de trabalho, primeiro de agricultores e marinheiros, depois de mineiros e cowboys, e só nos anos 60, com o pronto-a-vestir, chegaram à moda. A Portugal as calças de ganga chegam nos anos 60 e cedo se tornam uma expressão de juventude: vestia-se jeans não porque fossem confortáveis mas como um sinal de pertença à tribo dos jovens destemidos, aos ‘cowboys urbanos’ que enchiam as ruas das capitais.
Mas a ganga é muito mais do que calças. Este ano sugere-se que se invista em três peças que não foram inventadas agora mas que juntam a versatilidade da ganga com o romantismo que voltou em grande desde que o boho-chic veio animar-nos a existência: vestidos, camisas e corpetes.
Curiosamente, os vestidos de ganga não são uma invenção recente: já existem desde os anos 40, quando se tornaram populares principalmente entre as adolescentes. Nos anos 60 e 70 reinava o flower-power e a cultura hippie, e os vestidos de ganga tornaram-se ainda mais populares, desta vez enfeitados com bordados e franjas. A partir dos anos 80, tornaram-se mais estruturados, e nos nossos dias há vestidos de ganga para todos os gostos: desde os modelos mais fluidos com mangas de balão até aos mais justos, que voltam este ano em força.
Outra peça versátil são as camisas de ganga, mas com um ‘twist’ novo: este ano surgem com folhos ou mangas de balão, juntando o romantismo do corte à descontração do tecido.
Uma peça mais original são os tops e corpetes de ganga, para usar sobre uma camisa ou a solo, nos dias mais quentes. Apareceram em força no ano passado em várias coleções, mas continuam a usar-se este ano porque são ao mesmo tempo sensuais e descontraídos, sexy sem serem demasiado ousados. Em vestidos, camisas ou coletes, a ganga prova mais uma vez como é um tecido versátil