
O coronavírus mudou a nossa realidade. Nos últimos tempos, o isolamento voluntário tornou-se a principal mensagem dos governos nos seus esforços para combater a pandemia e, de repente, coisas que eram simples tornaram-se complicadas.
Ainda há muitas questões por responder sobre o que se pode ou não fazer para reduzir o risco de contágio. E uma das mais comuns prende-se com abrir as janelas de casa. Será que ainda é seguro?
O Centro para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla inglesa) dos Estados Unidos diz que a prática deve ser encorajada. O site da agência recomenda que os membros da família fiquem em divisões da casa que sejam bem ventiladas, com uma janela que possa ser aberta.
O CDC aconselha ainda que a janela se mantenha aberta durante o máximo de tempo possível, para permitir a ventilação e o fluxo de ar, porque isso ajuda a manter o ar em movimento pelo compartimento limpo. Se isto não for uma opção, devem ajustar o ar condicionado para aumentar a ventilação.
E mais: abrir as janelas pode impedir que o coronavírus “se instale” dentro de casa.
De acordo com a Direção-Geral da Saúde, a COVID-19 transmite-se “através de gotículas libertadas pelo nariz ou boca quando tossimos ou espirramos, que podem atingir diretamente a boca, nariz e olhos de quem estiver próximo”. Contudo, também está comprovado que pode sobrevier em superfícies, sendo que pode durar até três dias no plástico e no aço inoxidável.
Por conseguinte, cientistas da Universidade da Califórnia em Davis e da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, recomendam que as pessoas abram as janelas para “diluir as partículas do vírus dentro de casa”. Abrir as cortinas ou persianas também permite a entrada de luz natural, “um recurso gratuito e amplamente disponível” que pode quebrar o patógeno, lê-se na publicação científica “mSystems”, da Sociedade Americana de Microbiologia.