
Num texto para a Parents, Devan McGuinness explicou ser organizada por natureza. E essa característica aplicou-se, claro, ao período de gravidez. Porém, houve algo que acabou por apanhá-la de surpresa no pós-parto – e é isso que quer contar a todas as mães ou futuras mães.
“Depois de o meu primeiro bebé nascer eu ainda estava cheia de dores. Para mim, a dor era muito parecida à das contrações ou cólicas menstruais muito fortes“, começou por explicar. “Era intenso, às vezes tão intenso quanto o parto”, chegou mesmo a explicar.
Após ter mais filhos, as dores continuaram e as pesquisas que fez – incluíndo uma conversa com a mãe, que passou pelo mesmo – acabaram por esclarecer que sofria de cólicas pós-parto. Segundo a enfermeira Rachel Borton, estas são completamente normais e causadas pelo facto de “o útero estar a encolher para o tamanho normal, mais pequeno”.
Além disso, parece que a hormona oxitocina e a placenta também são algo culpadas neste processo de contrações uterinas. Ainda assim, a médica Sharyn N. Lewin explica que “nem todas as mulheres sentem estas dores pós-parto. Para a maioria, o desconforto é suportável e aliviado com ibuprofeno ou paracetamol“.
Borton acrescenta ainda que, por norma, após o primeiro filho, as dores não são tão evidentes, mas intensificam-se após uma segunda gravidez, já que o corpo reage mais rapidamente. Quem tem gémeos ou mais também tem maiores probabilidades de sentir estas contrações.
Normalmente, as dores mantêm-se apenas por dois ou três dias após o parto – mas o útero só volta ao tamanho normal cerca de seis semanas depois!Pode tomar medicamentos como o acima referidos, para as aliviar, ou usar as mesmas técnicas que usa na altura da menstruação, como uma botija de água quente.
Deverá sempre contactar o seu médico se as cólicas não aliviarem com medicação e se forem dores bastante agudas, como “facadas”. Esteja também atenta à temperatura corporal, que não deverá chegar aos (ou ultrapassar) 37,5ºC no período de 10 dias após o parto.