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O número de pessoas que sofrem de várias formas de demência, incluindo a doença de Alzheimer, em todo o mundo, vai triplicar até 2050 e pode chegar a afectar 135 milhões de pessoas, de acordo com o relatório da Alzheimer Disease International publiccado quinta-feira, antes de uma reúnião da cúpula do G8 sobre este tema.
O estudo refere, ainda, que 44 milhões de pessoas estão actualmente com demências. “Isto é uma epidemia global, e só vai piorar. O número de idosos com demência vai aumentar no futuro”, afirmou Marc Wortmann, diretor executivo desta associação que tem como objectivo oferecer assistência e apoio para as pessoas com demência e chamar a atenção a nível global para estas doenças, citado pelo jornal francês Le Parisien.
O relatório afirma que “a demência, incluindo a doença de Alzheimer, é um dos maiores desafios de saúde pública da nossa geração”, observando que a magnitude dessa “epidemia” foi subestimada no seu relatório anterior, de 2009, especialmente na Ásia e na África Subsaariana.
Os pesquisadores alertam para a falta de serviços de proteção social e de cuidados, mesmo nos países mais ricos. Os dados indicam que cerca de 62 % dos pacientes que vivem atualmente nos países que pertecem ao G8 vivem com rendas médias e baixas. “Nas próximas décadas, a grande carga de demência vai passar inexoravelmente para os países mais pobres”, afirma-se no relatório, que apela à intervenção de todos os países e não apenas aos que integram o G8.
O estudo alerta para a necessidade de melhores cuidados de prevenção, dado que mesmo nos países mais desenvolvidos só menos de metade dos pacientes são diagnosticados. O estudo relembra a importância da actividade física e a luta contra vícios como o tabaco, como formas importantes de prevenção. “É essencial que a Organização Mundial de Saúde torne a demência uma prioridade, para que o mundo esteja preparado para lidar com essa situação”, acrescentou o diretor da Alzheimer Disease International.