
Mariah Carey foi a segunda convidada de Meghan no podcast do Spotify “Archetypes”. As duas são fruto de relacionamentos interraciais e, inevitavelmente, falaram das respetivas experiências enquanto mulheres mestiças.
Durante a conversa, a duquesa confessou que houve um momento que “mudou mesmo” a forma como era vista pelos outros. “Se houve uma altura da minha vida com maior foco na minha etnia foi quando eu comecei a namorar com o meu marido”, explicou. “Comecei a perceber o que é ser tratada como uma mulher negra, porque, até aí, eu só tinha sido tratada como uma mulher mestiça”.
Não é a primeira vez que Meghan toca neste assunto. Em março de 2021, contou a Oprah Winfrey que o tratamento que recebia por parte dos média britânicos e de algumas pessoas em Buckingham se transformou em racismo. Aliás, a preocupação de um elemento da realeza com o tom de pele de Archie — e o facto de o palácio, alegadamente, se ter recusado a dar um título ao menino — é um dos motivos pelos quais os Sussex deixaram a família real e o Reino Unido para trás.
Na mesma entrevista explosiva, Harry também deu a entender que esta questão pesou na forma como os Windsor lidaram com os ataques feitos à mulher nos meios de comunicação. “Eles têm uma mentalidade estilo ‘as coisas são assim, não dá para mudar, todos já passámos por isso'”, explicou. “Mas o que era diferente para mim era o elemento raça — não era só sobre ela, era sobre o que ela representa”.´