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Quando se fala de sexo, todos querem ser ‘normais’ e, de acordo com uma nova pesquisa, são muitas as pessoas que mentem para manter as aparências. Seja homem ou mulher, o habitual é falsearem-se alguns dados em relação ao comportamento sexual para que coincida com as expectativas culturais.
Para os homens, o que parece correto é ter muitas parceiras e larga experiência nesta área de vida, sendo só assim considerados pelos seus pares como ‘homens de verdade’. Já as mulheres querem ser vistas com menos experiência sexual do que realmente têm, para cumprir os estereótipos culturais. O que um novo estudo parece provar é que as diferenças entre os dois sexos podem não ser assim tão vincadas como se pensa em termos de comportamento: o que se passa é que eles assumem e nós não!
“As mulheres são sensíveis às expectativas sociais sobre o seu comportamento sexual e podem ser ‘desonestas’ quando questionadas sobre certos temas”, afirmou Terri Fisher, co-ator do estudo e professor de psicologia na Universidade de Ohio.
Fisher desenvolveu a investigação com base num universo de 201 estudantes universitários solteiros, heterossexuais, de ambos os sexos, entre os 18 e os 25 anos. Um dos grupos respondeu a um questionário por escrito, outro foi informado que as suas respostas seriam lidas depois em voz alta, e um terceiro foi supostamente ligado a um polígrafo (máquina detetora de mentiras), mas que na verdade não estava a funcionar.
De um modo geral, os resultados mostram que tanto os homens como as mulheres tendem a agir como seria de esperar, ou seja, a dar respostas politicamente corretas. Os homens falaram sobre os típicos comportamentos masculinos e as mulheres sobre os típicos comportamentos femininos, sendo que elas tinham tendência a alterar mais as suas respostas, ao contrário deles, de acordo com o grupo onde estavam.
Por exemplo: aquelas que pensavam que as suas respostas iam ser lidas por outros diziam que tinham tido, em média, 2,6 parceiros sexuais; as que acreditavam estar ligadas ao polígrafo afirmavam, em média 4,4, e as que estavam a fazer um teste privado, apontavam para uma média de 3,4. Já as respostas dos homens não variavam tanto de acordo com o grupo, ficando-se por uma média de 4 a 3,7.
De acordo com Terri Fisher: “as mulheres sentem mais a pressão para obedecer à expectativa de que valorizam mais as relações e evitam ser vistas como promiscuas.”