
Os seres humanos sentem-se atraídos uns pelos outros por diversas razões. Mas será possível aumentar a probabilidade de esse carinho fluir em qualquer interação entre duas pessoas? Talvez.
Segundo o psicólogo Harry Reis, que estuda relações há cinco décadas, a chave é estabelecer uma via de dois sentidos de apoio e expressividade durante a conexão. Ou seja, se der por si numa conversa com alguém, expressar interesse genuíno por essa pessoa, bem como ser aberto, pode fazer com que ela goste mais de si. Estes princípios também estão entre os ingredientes necessários para acender a centelha da química interpessoal.
Eis o que o especialista tem a dizer acerca de 6 mitos sobre química interpessoal:
- As primeiras impressões são irreversíveis
As primeiras impressões são importantes, mas não são irreversíveis, ou 100 por cento precisas. - Nos primeiros momentos após conhecermos alguém, sabemos se existe química ou não
Às vezes sabemos. Outras vezes, pensamos que sabemos, mas a química segue a sua própria linha do tempo, desenvolvendo-se mais lentamente. - A química interpessoal é rara
A química é um pouco mais comum do que se pensa. Isto acontece porque não se limita a relações românticas, como se tende a presumir. A química existe em amizades, conexões familiares e entre colegas de escola ou de equipa. - As pessoas carismáticas beneficiam de mais química interpessoal nas suas relações
Há uma diferença entre química e carisma. Ao contrário da química, o carisma é uma via de sentido único: certas pessoas podem ser altamente carismáticas e admiradas por muitos, mas, ainda assim, não desenvolvem conexões profundas com os outros. - A química é sentida por ambas as pessoas na interação
Se existir química com o passar do tempo, sim, geralmente, as duas pessoas sentem-na. Mas, muitas vezes, à medida que a relação se desenvolve, uma pessoa pode senti-la e a outra não. Normalmente, essas relações não dão certo. - A química é uma característica do amor
Existem tipos de amor que não dependem da química. Por exemplo, uma pessoa pode amar os filhos sem sentir química com eles. E uma pessoa pode sentir química com alguém no trabalho sem sentir amor. Ainda assim, as relações românticas apaixonadas tendem a ter muita química.