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Qual é a mãe ou pai que olha para o seu bebé e não se pergunta: “Em que é que ele estará a pensar?” A resposta é: provavelmente, em muito mais do que imaginamos!

1. FAZER CONTAS DE CABEÇA
Os bebés sabem intuitivamente quando os números mudam: se lhes mostrar vários conjuntos de duas coisas, eles vão perdendo o interesse. Se de repente forem três, eles reparam na mudança. Se esconder um objeto por trás de qualquer coisa, depois esconder outro objeto, e depois lhe mostrar qualquer coisa que não sejam dois objetos, ele estranha.

2. SABER ONDE ESTÁ O INIMIGO
Afinal, de que devemos fugir? Investigadores do Harvard Centre for Cognitive Studies pegaram em bebés com apenas duas semanas e confrontaram-nos com a sombra de um cubo que avançava na direcção deles. Quando parecia estar quase a atingi-los, os bebés viravam-se e tentavam desviar-se e proteger-se, mesmo quando nenhuma experiência prévia os tinha preparado para aquilo. Quando o cubo avançava num percurso que não os atingiria, os bebés limitavam-se a observar sem ansiedade.

3. DISTINGUIR UMA CANÇÃO
Antes mesmo de desenvolver o sentido da linguagem os bebés desenvolvem o sentido rítmico. Por isso é que temos tendência para ‘cantar’ quando falamos a um bebé. Investigadores da Universidade de Amesterdão puseram bebés de apenas dois dias a ouvir uma música rock. Quando se mudava o ritmo, o cérebro dos bebés (monitorizado) dava sinal de erro. Os bebés são muito sensíveis a música que imite o bater do coração. No nosso dia-a-dia, a maneira como falamos não tem a regularidade ritmada da música, mas a forma ‘cantada’ como falamos com um bebé já a tem…
Segundo os investigadores, a fantástica percepção de ritmo por parte dos bebés torna-os recetivos à tendência humana para ensinar e aprender. Os outros animais não ensinam: as crias aprendem simplesmente por imitação. Mas os humanos adultos ensinam de facto os seus bebés com um propósito, e os bebés… aprendem muito mais do que pensamos.

4. RECONHECER A SUA LÍNGUA
Uma das capacidades mais fantásticas dos bebés, talvez mesmo a mais fantástica, é linguística: com apenas alguns dias, um bebé sabe distinguir a sua língua materna de todas as outras. Um estudo
francês feito com bebés de menos de quatro meses mostrou que conseguem distinguir a diferença entre a língua materna e uma língua estrangeira, por exemplo entre francês e russo, mas não entre duas línguas estrangeiras. Os bebés sabem distinguir vogais de consoantes: prestam muito mais atenção às primeiras: isto acontece porque falamos muito mais em vogais aos bebés, arrastamos os ‘O’ e ‘A’, e eles prestam-lhes muito mais atenção. Ainda mais espantoso: um bebé de quatro meses consegue distinguir se alguém está a falar a sua língua ou outra… mesmo que não ouça, e esteja a ver um filme sem som, por exemplo. Lá pelos oito meses, esta capacidade perde-se.

5. SABER O QUE A MÃE QUER
Os mais pequenos já querem contribuir para o sucesso da tribo. Imagine que está sentada no sofá e quer agarrar um livro que está longe. Uma criança de sete meses percebe o que a mãe quer e esforça-se para ajudá-la a consegui-lo.
Tão queridos!

6. REAGIR A UMA AMEAÇA
Algumas memórias parecem habitar-nos desde sempre, e já nascem connosco.
Parece que os bebés já nascem com o chip de algumas memórias pré-históricas: por exemplo, um bebé de 10 meses reage com medo a cobras e aranhas de brincar (mesmo que nunca as tenha visto no mundo real), e não tem medo de coelhos e gatinhos fofinhos, mesmo quando os investigadores fingem ter mais medo dos gatos do que das cobras…
Também têm memória ecológica: é muito fácil treinar um bebé a ter medo de uma cobra, mas é quase impossível convencê-lo a ter medo de uma flor…

7. ARRUMAR O MUNDO
Das experiências feitas com bebés mais velhos, as mais engraçadas são as que os põem a ‘arrumar’ objetos por grupos. Podemos dizer que os bebés são ‘espertos’ em algumas coisas, e ‘burros’ noutras, mas o que acontece é que eles têm a sua própria lógica, e é fácil tirar as conclusões erradas. Por exemplo, alguns estudos concluíram que as crianças com apenas 18 meses são capazes de agrupar animais num grupo, e transportes noutro.
Um estudo da Universidade da Florida descobriu que sim senhor, os bebés agrupavam vacas e cavalos de brincar para um lado, carros e autocarros para outro. Isto parecia indicar que eles sabiam o que era um animal e o que era um transporte. Mas quando lhes apresentaram uma cadeira, eles juntaram-na ao grupo dos animais. Os investigadores estranharam e resolveram tirar pernas e rodas a vacas e carros. Foi a baralhação total (ou talvez não…): os bebés juntaram as vacas e os carros no mesmo grupo. Terceiro passo: os investigadores puseram pernas nos carros e rodas nas vacas, mantendo outros transportes e animais na mesma.
Os bebés não hesitaram: tudo o que tinha pernas, carro ou burro (ou cadeira), foi para um lado, tudo o que tinha rodas, vaca ou autocarro, foi para outro. Conclusão: os bebés agrupam como um computador segundo as partes que compõem um objeto. Isto não significa que eles saibam que uma vaca é um animal e um carro um transporte…

8. COMUNICAR CONNOSCO
Mas afinal, como é que sabemos o que eles sabem? Não falam… Mal riem… Não piscam o olho… Não mandam SMS… Alguns bebés denunciam uma alteração pela intensidade com que chucham, por exemplo. Os bebés mais velhos, uns veteranos com mais de quatro meses, notam que alguma coisa mudou virando a cabeça na direcção do estímulo, ou olhando durante mais tempo para o que é estranho. De uma maneira ou de outra, os bebés comunicam sempre a sua estranheza quando alguma coisa não ocorre como eles esperam que ocorra.

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