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1 – Observe o livro – Abra-o e leia alguns parágrafos. Esqueça a sua criança. Apetece-lhe continuar a ler?

2 – Seja empática – Agora lembre-se da sua criança. Continue a ler. Não é preciso ler o livro todo na livraria: se não tem desenhos, é óbvio que se trata de um livro para uma criança mais crescida, e se tem muitas páginas, é para alguém que já lê bastante bem. Cuidado com os livros com ilustrações: é muito comum, não se sabe porquê, que os desenhos sejam bastante mais infantis (e apelativos) que o texto. Guie-se sempre pelo texto.

2 – Dê o exemplo – Não há nada mas nada mas nada que substitua o entusiasmo.Não há nada mais contagioso do que a frase: ‘gostei tanto de ler este livro’ (claro que isto não significa que o seu filho de 8 anos vá ler o policial que a entusiasmou). Páre lá e responda a esta pergunta: quantas vezes nesta semana é que o seu filho a viu ler? Case closed.

3 – Peça-lhe ajuda – Leve-o a uma livraria, deixe-o escolher e não faça comentários tipo: “Mas para que é que queres essa porcaria?” Pode sugerir e orientar, mas subtilmente. Se ele quiser mesmo mesmo um livro, dê-lho. Se puder, claro.

4 – Regresse ao passado (mas devagar) – Ofereça-lhe um dos livros que mais gostou de ler. Mas controle-se: faça o que fizer, nunca nunca mas nunca diga “Tens de ler este livro, eu adorei quando tinha a tua idade.” Ofereça e não faça comentários.

5 – Ponha-se no lugar dele – O que é que lhe interessa mais? Fadas? Carros? Surf? Parta daí.

6 – Procure bem – Há muitíssimos livros muitíssimo desinteressantes à venda. Vai mesmo ter de perder tempo a procurar. Faça a sua investigação, pergunte a quem tem filhos, a quem já leu mais, a quem percebe do assunto. Tenha consciência de que vai ser difícil.

7 – Seja realista – Tente dar-lhe um livro adequado à idade dele, nem demasiado difícil nem demasiado fácil. Se tem dúvidas, vá pelo demasiado fácil, ao contrário do que a maioria das pessoas faz. Não queira forçar a criança a ler uma coisa para a qual ela ainda não está preparada. Se calhar ela até consegue ler aquilo, mas não terá qualquer prazer nisso e a ideia é criar o prazer de ler.

8 – Seja realista, parte II – Cuidado que alguns professores fazem exatamente o contrário disto: tentam puxar a criança para um nível acima. Isto faz sentido: ler continua a exigir esforço, e a missão dos professores é ensinar. Se a criança tiver de ler um livro mais difícil do que consegue, olhe: trabalho é trabalho. Separe os livros que ele tem de ler por obrigação dos livros que ele tem de ler por prazer.

9 – Não desespere – Nem toda a gente gosta de ler mas eles têm de conseguir ler bem. Ler nem sempre é um prazer. Se a criança não gosta de ler NADA, não gosta de ler nada. Mas vai ter de ler qualquer coisa e não vai morrer por causa disso. Não é uma tragédia.

10 – Como quem não quer a coisa… – Ok, trabalhos de casa para os adultos: logo à noite, ao jantar, fale de um livro que gostou de ler. Mas sem segundas intenções (eles apanham logo isto). Fale só por falar. Nem olhe para ele. Fale com o seu marido, mulher, cão ou cacto. ‘Olha sabes, estou a ler um livro tão giro’.

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