
Desigualdades económicas crescem em todo o mundo: um dos temas abordados, por estes dias, no Fórum Económico Mundial, que decorre em Davos, na Suíça, até dia 25 de janeiro.
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Quase metade da riqueza mundial está nas mãos de apenas 1% da população. Mais: quando combinadas, as fortunas pessoais das 85 pessoas mais ricas do mundo correspondem ao dinheiro de que dispõe a metade mais pobre (3 mil milhões) de toda a população mundial.
As conclusões são do relatório ‘Working for the Few’, elaborado pela ONG Oxfam, que analisou o ‘Relatório da Riqueza Global 2013’, publicado pelo Credit Suisse, e a lista de bilionários mundiais em 2013, compilada pela revista Forbes.
A Oxfam revela ainda outro número preocupante: 7 em cada 10 pessoas em todo o mundo vivem em países onde as desigualdades económicas cresceram nos últimos 30 anos.
"O Fórum Económico Mundial identificou a desigualdade económica como um risco para o progresso humano, com impacto na estabilidade social dos países e ameaçando a segurança a uma escala global", lembra a organização no seu relatório. " Esta concentração massiva de recursos económicos nas mais de poucas pessoas apresenta uma ameaça real para os sistemas políticos e económicos [que apostam na inclusão] e integram outro tipo de desigualdades – como as que existem entre homens e mulheres. Sem supervisão, as instituições políticas são minadas e os governos servem, esmagadoramente, os interesses das elites económicas em detrimento dos cidadãos comuns."
No documento, a Oxfam apela aos líderes mundiais, que se reúnem até 25 de janeiro no Fórum Económico Mundial, em Davos, a encontrarem soluções que "contrariem a maré crescente de desigualdade."