A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio fez justiça à riqueza e diversidade cultural do Brasil, num espectáculo que encheu completamente o Estádio do Maracanã, na noite de ontem, 5 de agosto.
Houve show de pirotécnia e de luz, centenas de dançarinos e performers e, claro, muita música. Paulinho da Viola interpretou o Hino Nacional Brasileiro; Gilberto Gil, Caetano Veloso e a cantora Annita cantaram ao som de baterias de escola de samba; Zeca Pagodinho e o rapper Marcelo D2 fizeram uma desgarrada de samba e rap. A mítica Elza Soares interpretou ‘Canto de Ossanha’; Jorge Ben Jor empolgou o Maracanã com ‘País Tropical’.
Gisele Bündchen, talvez a brasileira mais internacional da atualidade, desfilou ao som de ‘Garota de Ipanema’, simbolizando a beleza feminina do país, num momento muito aclamado.
O espetáculo dividiu-se por vários momentos que celebraram a herança cultural e multiétnica do país – já elogiada por meios de comunicação como o vizinho El País – e que ainda deixou uma mensagem ecológica nas vozes das decanas da representação Fernanda Montenegro e Judi Dench, que recitaram o poema ‘A Flor e a Náusea’, de Carlos Drummond de Andrade. Ao longo da apresentação, cada atleta plantou uma semente que, posteriormente, será levada para o Parque Radical do Complexo de Deodoro, onde nascerá a Floresta dos Atletas.
Outro momento a destacar foi a entrada da delegação olímpica dos refugiados, aplaudida de pé inclusivé pelo Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, presente na cerimónia.
A delegação portuguesa entrou com o velejador João Rodrigues como porta-estandarte, uma homenagem simbólica à carreira daquele que é o atleta português com mais presenças em Jogos Olímpicos – esta será a sua sétima participação.