Foi divulgado recentemente o trailer de “Mulher Maravilha 1984”, a nova longa-metragem protagonizada por Gal Gadot que relata as aventuras da heroína. E se para muitos a Wonder Woman é um ícone feminista, há quem considere a personagem um símbolo da opressão. Criada por um homem, William Moulton Marston, há muitos momentos em que Mulher Maravilha é sexualizada ao longo da história, retratada como frágil e produto de uma sociedade dominada por homens.
Veja na galeria algumas das principais capas da revista de banda-desenhada da DC.
Uma heroína cowboy
As primeiras revistas de banda-desenhada da Mulher Maravilha surgiram em 1942. A heroína era retratada com botas de cowboy e calções que iam até a metade da coxa. Já no início dos anos 1950 a Mulher Maravilha ganhou um penteado mais moderno com os cabelos mais longos e rebeldes e passou a usar sandálias gladiadoras.
Saltos altos
Mas na sequência, os sapatos da heroína passaram a ser de salto alto, o que torna os feitos da Mulher-Maravilha ainda mais impressionantes. Em várias capas de revistas de banda-desenhada a personagem aparece a andar numa corda bamba – o que é perfeitamente possível de salto.
Numa das capas, a Mulher Maravilha casa-se com um monstro. De véu e buquê na mão, a heroína não abre mão da sua farda nem no dia da boda. Na metade da década de 1960 a personagem volta a usar as botas vermelhas com as quais ficou conhecida quase 20 anos antes. Mas foi no final desta década que as revistas de banda-desenhada mudam completamente o estereótipo da heroína.
A “nova Mulher Maravilha”
“Esqueça a antiga… a nova Mulher Maravilha está aqui”, diz o título da revista, que traz a personagem a vestir roupas civis e inspiradas em diferentes lugares do mundo. Foi uma era inteira dedicada ao alter ego da heroína, Diana Prince. Nesta época a ideia era transformar a Mulher Maravilha num ícone feminista: a personagem abdica dos poderes e passa a destacar-se como empreendedora, lutadora de artes marciais e aventureira. Na moda, a nova Mulher Maravilha usava tudo aquilo que estava em alta na década de 1970. Mas quando o assunto era o movimento feminista, a nova versão da personagem foi criticada por ter perdido os seus poderes e ser representada como “mais uma mulher num mundo de homens”.
Regresso às origens
Quando a Mulher Maravilha regressa a sua farda habitual, já na década de 1980, os calções azuis já não cobrem mais as pernas… e os desenhos passam a destacar cada vez mais a boa forma da heroína, com mamas volumosas e pernas torneadas.
Retratada atualmente no cinema por Gal Gadot, a personagem mantém algumas características da heroína da banda-desenhada, mas tem um visual mais moderno.
