O Oriente Médio é uma sub-região da África-Eurásia, sobretudo da Ásia, e partes da África setentrional. Comparada com o restante da Ásia, é uma região geograficamente pequena, com uma área aproximada de 7 200 000 km². A população do Oriente Médio é de 270 milhões de habitantes.

É banhado pelo mar Mediterrâneo e pelo Oceano índico, estende-se desde da Turquia, Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Chipre, Egipto, Emirados Árabes Unidos, Iémen, Irão, Iraque, Jordânia, Kuwait, Líbia, Omã, Palestina, Síria a Israel. O que tem de ocidental tem de oriental, de exótico e excêntrico. Das mil e uma noites, dos tesouros, das pirâmides e dos mistérios, das especiarias e de calor. Ainda assim é um território de contrastes, da opulência a pobreza, desde dinheiro, comida, condições de vida, de higiene, instabilidade politica, confrontos e religiões.
Uma das características menos boa do Médio Oriente é ser das regiões mais conflituosas no mundo, que deriva da sua história e localização no contexto geopolítico mundial (o contacto de 3 continentes), da sua riqueza do subsolo (petróleo e gás). O facto de existirem diversos tipos de governação como monarquias, repúblicas, governos provisórios, causa instabilidade sobejamente conhecida nos meios de comunicação. Além das suas variedades religiosas do cristianismo, islamismo, judaísmo, yazidi, mitraísmo, zoroastrismo, maniqueísmo até ao bahá’i. Ao longo de sua história, o Oriente Médio tem sido um grande centro de negócios do mundo, uma área estratégica, económica, política, cultural e religiosamente sensível.
Todas estas características tornam esta faixa terrestre atractiva e ao mesmo tempo temível pela sua instabilidade.
A sua imensidão cultural e de património mundial, torna cada lugar destes num sítio único e com um impacto singular, cada memória criada é marcante e deixa uma impressão ímpar no viajante.
Devido a toda a diversidade existentes, a atenção quanto a saúde e a sua manutenção é uma prioridade.
A consulta de saúde do viajante é vital, seja qual for o destino, sendo prioritária quanto mais diverso, exótico e excêntrico for o destino, tendo em conta a proporção de ausência de cuidados de saúde ou dificuldade de acesso.
O registo da viagem e do seu destino no portal das comunidades sendo de extrema importância considerando toda a envolvência deste território. Neste portal também encontra os contactos embaixadas portuguesas Secções Consulares das Embaixadas e os Consulados Portugueses, sendo uma mais-valia e informação relevante. https://www.portaldascomunidades.mne.pt/pt/registo-do-viajante
Neste contexto de destinos, há um que se destaca, Meca, na Arábia Saudita, lugar de peregrinação, o Hajj (peregrinação realizada à cidade santa pelos muçulmanos). É considerada como o último dos “Cinco pilares do Islamismo” (arkan), sendo obrigatória, pelo menos uma vez na vida, para todo o muçulmano adulto, desde que este disponha dos meios económicos e tenha de saúde. Cerca de 3 milhões de pessoas de todos os pontos do planeta realizam anualmente o Hajj. O Hajj só pode ser efetuada uma vez por ano, entre o oitavo e o décimo terceiro dia do mês de Dhu al-Hijja, o último mês do calendário islâmico. Tendo em conta isto é fundamental vacinar-se contra infeções por Neisseria meningitidis, com a vacina tetravalente ACW135Y, pelo menos 10 dias antes da partida de forma a obter o Certificado Internacional de Vacinação sendo que é requisito obrigatório para entrada na Arábia Saudita especificamente. É importante ter em atenção a lavagem frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução alcoólica e de adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos! Deite o lenço de papel no lixo); lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir. Estas medidas são pequenas acções que produzem grandes efeitos de protecção pessoal.
Relativamente a restante vacinação e profilaxia existem cuidados muito semelhantes nestes países. Além de ser necessário o cumprimento do Plano Nacional de Vacinação, que só por si, como já sabem, é uma protecção grandíssima e inigualável. Existe um aviso mundial de prevenção devido aos surtos de sarampo, assim, é fundamental que todos os viajantes internacionais estejam protegidos pela vacina do sarampo, independentemente do seu destino.
A vacinação internacional sugerida para todos os países passa pela vacinação da Hepatite A e Febre Tifóide. O uso de repelentes está mais do que indicado, o risco de Dengue é uma circunstância presente na Arábia Saudita, Qatar, Egipto, Irão, Kuwait, Omã e Palestina deve conter um destes componentes: IR3535; Icaridina; DEET; Citriodiol. O uso de repelente, deve ser reforçado de três em três horas, na pele e/ou na roupa. Se necessitar de repelente e protetor solar em simultâneo, comece por aplicar primeiro o protetor solar e depois o repelente. A lista dos repelentes está disponível na DGS está aqui: https://www.dgs.pt/ficheiros-de-upload-2013/zika-repelentes-pdf.aspx
A profilaxia em relação a malária pode ser recomendada nos destinos da Arábia Saudita, Iémen, Irão e Omã, conforme os percursos programados.
Devido a ampla presença de gripe aviária H5N1 ter a consciência de adotar medidas de etiqueta respiratória como tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, evitar as mãos! Deite o lenço de papel no lixo); lave as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir.
Durante a estadia, que muitas vezes e repartida por diversos países, com várias paragens e destinos totalmente diferentes, os cuidados com a alimentação e ingestão de bebidas, especialmente de água, devido aos contextos territoriais dos destinos em questão, deve ter uma atenção redobrada, a presença de diarreia do viajante no Médio Oriente é uma realidade com impacto e com perda de qualidade de tempo de lazer durante o período de viagem. Nunca é demais reforçar a importância de levar o estojo de saúde em viagem, podendo ser uma mais-valia para estes destinos.
No pós-viagem redobre a atenção a possíveis sinais e sintomas de mal-estar ou doença, existem situações que podem acontecer no regresso. Neste caso deve consultar o seu médico assistente refira sempre a sua viagem internacional, caso seja possível recorra a um médico que tenha conhecimentos em saúde de viagens, doenças tropicais ou infecciologista, pela facilidade no reconhecimento de doenças emergentes dos trópicos para uma actuação eficiente e eficaz.
Tenha em atenção a importância da ida a consulta do viajante, siga as indicações do seu Profissional de Saúde de Viagens, devido a tipologia de destinos explore as notícias internacionais antes da partida, assim como inclua nos seus contactos os números da Embaixada Portuguesa nos seus países a visitar.
Boa viagem e boas descobertas no património tão vasto como o Médio Oriente!

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