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Muitas coisas mudaram nas últimas décadas. O número de pessoas infetadas com VIH, especialmente crianças, e o número de mortes relacionadas com SIDA diminuíram ao longo dos anos.
Em 2022, o número de pessoas com VIH a receber tratamento aumentou para 29,8 milhões, mas isso não significa que não haja espaço para melhorar. Será que o simples facto de se falar sobre VIH/SIDA pode incentivar uma mudança significativa? Na verdade, sim. É por isso que a LELO, marca líder em bem-estar sexual, continua a abordar este tópico importante.
O verdadeiro problema
O VIH não discrimina, não está orientado para nenhum grupo sexual em particular, pode afetar qualquer pessoa. São pessoas como nós, os nossos familiares, os nossos vizinhos, os desconhecidos que gentilmente nos cumprimentam.
Por exemplo, quando pensamos em cancro, sabemos que quem se depara com esta doença é vítima dela. Mas quando pensamos no VIH/SIDA, há um pensamento insidioso de que a culpa é de alguém. VIH = SIDA = Morte, é assim que algumas pessoas pensam, mas acontece que, por muito que queiramos interiorizar as coisas colocando-as em equações simples, a vida não funciona assim.
Graças à ciência, o VIH já não é a sentença de morte que era nos anos 80. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), “com o aumento do acesso à prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidados eficazes contra o VIH, incluindo para infeções oportunistas, a infeção pelo VIH tornou-se uma doença crónica controlável, permitindo que as pessoas que vivem com o VIH tenham uma vida longa e saudável”.
Condições de vida
Embora o trabalho científico no domínio do VIH tenha melhorado bastante ao longo das últimas décadas, ainda há trabalho social a fazer nas comunidades.
O alojamento é especialmente importante para tirar as pessoas das ruas, onde a saúde fica altamente comprometida e onde se criam condições que tornam menos provável a toma da medicação. O acesso à água corrente e potável, um horário consistente e outras comodidades são fundamentais para qualquer um de nós manter a nossa saúde, especialmente nas populações vulneráveis.
Quando todos tiverem acesso a estas condições básicas de vida, poderemos contornar as desigualdades estruturais e as injustiças sociais subjacentes. A crise económica não é amiga dos direitos humanos e combater as desigualdades é uma promessa global de longa data que ajudará a acabar com o VIH e com a SIDA.
Sexo protegido
A responsabilidade individual desempenha um papel crucial na prevenção da propagação do VIH, nomeadamente a importância do sexo protegido. A consciencialização sobre práticas sexuais seguras não protege apenas a saúde pessoal, mas também contribui significativamente para a redução da disseminação do VIH na comunidade, intrinsecamente ligada ao comportamento sexual. Por conseguinte, ao adotar medidas preventivas, como o uso de preservativo, as pessoas não se protegem apenas a si mesmas, mas também assumem um papel ativo na promoção da saúde pública.
Testar
À questão, “mas porque é que tenho de me testar?” a resposta deveria ser “e porque não?”. Torná-lo parte de uma rotina anual de check-up ajuda a fazer a diferença. Além da identificação precoce do VIH possibilitar o acesso imediato a tratamentos que podem retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida, a testagem também é fundamental para interromper a cadeia de transmissão do vírus.
Os verdadeiros heróis
A quem estiver interessado em contribuir para a sensibilização ou a juntar-se às suas missões, há várias associações que se dedicam a esta causa como a Liga Portuguesa contra a Sida ou a Associação Abraço. O trabalho conjunto para eliminar o estigma do VIH ajuda a construir pontes de compreensão, empatia e solidariedade, essenciais para um ambiente propício para a prevenção, testagem e tratamento eficazes, garantindo que todos tenham a oportunidade de viver com dignidade e igualdade.