
Eamonn M. McCormack
Cindy Crawford é uma das modelos mais bem sucedidas dos anos 90. Com as suas pernas longas e o sinal acima do lábio que se tornou a sua imagem de marca (foi uma das primeiras top models a assumir uma característica que poderia ser considerada, então, como um ‘defeito’ e a torná-lo numa glamouroso) Crawfrod tornou-se um ícone de beleza e um nome impossível de esquecer. Contudo, a modelo norte-americana não é imune a inseguranças e também sente os sinais da idade.
A preparar-se para celebrar 50 anos em fevereiro, Cindy prepara o lançamento de um livro, do qual o jornal britânico The Sunday Times já publicou excertos em que a modelo revela como é envelhecer numa indústria que depende tanto da capacidade das suas estrelas se manterem jovens.
Admite que se sente orgulhosa por ter inspirado modelos da nova geração, como Cara Delevingne e Karlie Kloss, a seguirem a sua carreira. Cindy foi a primeira modelo a vingar, já fora da indústria da moda, e o seu nome tornou-se uma imagem e uma marca multimilionária, antes da emergência das redes sociais, que tanto facilitam esse trabalho.
Com uma carreira de mais de três décadas e capa de centenas de revistas importantes, como Vogue e Playboy, Cindy revela que começou finalmente a sentir o peso da idade. Admite que, depois de ter dado à luz os seus dois filhos – Presley, aos 32 anos, e Kaia Jordan, aos 35 – o seu corpo mudou para sempre mas que foi um sacrifício que não a podia fazer mais feliz.
E enquanto admite abertamente que a sua cintura se tornou mais larga, o peito mais descaído e as olheiras mais assentes depois de ter filhos, também confessa: “Como a maioria das mulheres jovens, eu não pensei que no envelhecimento até aos meus trinta anos. Ocorreu-me aos 38 anos que não era imune a esse processo. Os jornalistas perguntavam-me como é que eu me sentia, quase à beira dos 40 anos, e eu respondia ‘Vamos esperar pelo menos até eu ter 39 anos para começarmos a falar desse assunto’“.
Entre os excertos do livro publicados pelo Sunday Times, pode ler-se que a modelo se sente chocada quando é confrontada com imagens de paparazzi ‘pouco felizes’ que não combinam com as suas imagens icónicas, algo que ela chama de ‘ilusão de Cindy Crawford’. “Às vezes, a pressão de viver à altura das expectativas da indústria da moda é esmagadora“, assume.
Sem dúvida que estas inseguranças se devem à fotografia que invadiu a internet o ano passado, na qual aparece em lingerie e sem retoques.
Para já vamos poder vê-la no filme de moda The Reunion, que junta novamente as modelos Linda Evangelista, Naomi Campbell, Cindy Crawford, Christy Turlington e Tatjana Patitz.