
John Sciulli
Cara Delevingne está em todas. E todos a querem. A modelo mais requisitada dos últimos tempos e estrela do filme ‘Esquadrão Suicida’ será a protagonista de três capas de setembro de publicações internacionais.
Quem se adiantou foi a edição britânica da revista Esquire, que a tem como protagonista de capa, com direito a uma belíssima sessão fotográfica na qual aparece nua, fotografada por Simon Emmett, e a uma reveladora entrevista.
Uma das imagens da produção, que parece uma capa alternativa, foi já partilhada nas contas de Instagram da publicação e do fotógrafo, com uma legenda retirada da entrevista e em que Cara confessa: “Algumas raparigas são sempre bonitas, são simplesmente assim. Eu não sou assim. Sou uma ‘esquizitóide’, uma brincalhona.” E acrescenta: “Nunca sinto que pareça assim tão bonita. Por isso, sinto que é um bocado estúpido ter que fazer todas aquelas poses. Ao fim de cinco minutos tenho que fazer uma careta só para não me sentir tão idiota.”
Mas um dos seus motes de vida é mesmo esse, confessa: “abraça a tua estranheza interior”. A par com outra ideia sensata: “Pára de te rotular e começa a viver”.
Cara revela ainda, na entrevista, que sempre se sentiu mais como “um pequeno Gremlin” do que uma grande beldade. E que, se tivesse que escolher um animal que mais se parecesse com a sua personalidade, seria um macaco e não um cisne ou um cavalo de corrida, com as suas linhas elegantes.
Talvez por isso, lembra o autor da entrevista, Karl Lagerfeld lhe tenha chamado “o Charlie Chaplin da moda”, por ser simultaneamente “adorável, engraçada e até um pouco triste.”
A jovem de 23 anos fala também da sua relação com a profissão de modelo. “Sempre a encarei como um trabalho. Nunca foi uma paixão. É mais como um papel que desempenho.” Paixão a sério sentiu pela representação e, quando mostrou vontade em experimentar essa faceta e mudar de carreira, diz ter sido aconselhada a não o fazer. “Mas nunca gostei que me dissessem o que devia fazer.”