
Oprah dispensa apresentações. Aliás, a apresentadora faz parte daquele grupo restrito de figuras públicas que são conhecidas (e reconhecidas) apenas pelo nome próprio, dispensando a necessidade de mencionar apelidos.
Mas, afinal, não é este o nome que consta na certidão de nascimento da famosa comunicadora americana. A verdade prende-se com um facto pouco conhecido do grande público: a família quis dar-lhe um nome bíblico, portanto escolheu um do Livro de Rute.
“A minha tia Ida tinha escolhido o nome e ficou ‘Orpah’ na minha certidão de nascimento. Mas as pessoas não sabiam pronunciá-lo, portanto punham sempre o ‘P’ antes do ‘R”, contou a magnata da comunicação à American Academy of Achievement em 1991. “Na certidão de nascimento é Orpah, mas foi traduzido para Oprah. E aqui estamos”.
O facto de Oprah ter um nome tão único pode tê-la ajudado a chegar ao status de super estrela. Mas a força motriz foi, sem dúvida, o talento. Winfrey foi anfitriã de um talk-show que chegava a 15 milhões de pessoas por dia e ocupou a primeira posição na lista dos profissionais do audiovisual durante 14 anos consecutivos. Para além disso, foi a primeira mulher americana negra a ser dona de uma produtora, tendo sido produtora e atriz nos próprios especiais de televisão. De sublinhar que a estreia no cinema (“A Cor Púrpura”, 1985) valeu-lhe uma nomeação para os Óscares, na categoria de Melhor Atriz Secundária.