
Foto: Getty Images
Nem só de glamour na passadeira vernelha viveu a 29.ª edição dos Critics Choice Awards, que se realizou ontem à noite, 14 de janeiro, em Los Angeles. Em palco, America Ferrera, uma das estrelas de Barbie, de Greta Gerwig, que estava nomeado para 18 categorias. recebeu o prémio SeeHer das mãos da sua parceira de cena, Margot Robbie. E as palavras inspiradoras da atriz de 39 anos, norte-americana, filha de pais hondurenhos, levantaram a plateia.
O seu discurso de igualdade e que refletiu a falta de representatividade que sempre a marcou na sua infância e adolescência, parecem, finalmente, ter encontrado um novo caminho de igualdade.
Leia parte do inspirador discurso de America Ferrera:
“Muito obrigado à Critics Choice Awards. Na verdade, as vossas vozes moldam a forma como as pessoas pensam e valorizam as histórias que contamos. Estou-vos profundamente grata por este reconhecimento e esta honra. Receber o prémio SeeHer pelas minhas contribuições para representações mais autênticas de mulheres e raparigas, poderia ser mais significativo para mim? Porque cresci como uma rapariga hondurenha americana de primeira geração, apaixonada pela televisão, pelo cinema e pelo teatro, que queria desesperadamente fazer parte de um legado de narração de histórias no qual não me via refletida.
Claro que me conseguia sentir em personagens fortes e complexas. Mas essas personagens raramente ou nunca, se pareciam comigo. Ansiava por ver pessoas como eu no ecrã, como seres humanos completos.

Foto: Getty Images
Quando comecei a trabalhar há mais de 20 anos – parece impossível, eu sei – mas parecia impossível que alguém pudesse fazer carreira a retratar personagens latinas com todas as dimensões, mas graças a escritores, realizadores, produtores e executivos suficientemente ousados para reescrever histórias ultrapassadas e desafiar preconceitos profundamente enraizados, eu e algumas das minhas queridas colegas latias fomos extremamente abençoados por dar vida a algumas mulheres ferozes e fantásticas.
Por causa disso, tivemos a oportunidade de trazer algumas personagens latinas com camadas profundas e personagens que eu não poderia ter visto enquanto crescia.
Mas agora consigo vê-la e vejo-a a expandir-se na próxima geração de talentos como a minha querida Ariana Greenblatt, que interpreta a minha filha em Barbie, e em Jenna Ortega, e em Selena Gomez, e em tantos outras por aí. Para mim, este é o melhor e mais elevado uso da narração de histórias para afirmar a plena humanidade uns dos outros, para defender a verdade de que todos nós somos dignos de ser vistos – negros, castanhos, indígenas, asiáticos, trans, deficientes, qualquer tipo de corpo, qualquer género. Todos nós somos dignos de ter as nossas vidas ricas e autenticamente reflectidas.”.