
Estivemos à conversa com Ana Marta Ferreira que decidiu tornar-se embaixadora desta Organização Não Governamental para o Desenvolvimento que se dedica a apoiar o Empreendedorismo Social de Impacto nas áreas da Educação, Saúde, Desporto, Arte e Sustentabilidade, e tem ações e projetos a decorrer em Portugal, Cabo Verde, SãoTomé e Príncipe, Quénia e Guiné-Bissau.
Como surgiu a oportunidade de se associar à Associação Turn on Success?
Surgiu há uns anos atras, quando encontrei a página da Turn On Sucess no instagram e vi que trabalhavam com entrega de roupas em Cabo Verde. Perguntei como poderia fazer para entregar algumas peças que tinha em casa. Combinamos, as peças chegaram atá à associação e umas semanas mais tarde, recebi fotografias de umas meninas, em Cabo Verde, com as minhas roupas. O segundo contacto que tivemos foi quando vi uma notícia sobre pobreza menstrual em Portugal que me impactou bastante. A partir daqui começamos a ter uma maior relação, a estar mais presente até que no final de 2024 surgiu a ideia e a possibilidade de me tornar embaixadora da organização, por sentir que é um tema que tem de ser falado, por sentir que me é próximo por ser mulher.
Qual é especificamente o seu papel?
O meu papel é ter uma voz ativa na associação, tentar com o meu alcance passar a mensagem da Turn On Sucess e que esta chegue ao maior número de pessoas possível. Fora isto, tudo o que a associação necessitar, poderá contar com o meu apoio, da divulgação de novos projetos à presença física em momentos que lhes possam ser precisos.
Há alguns dos projetos que a toque especialmente?
Tudo o que envolve crianças, particularmente em Cabo Verde. A sua realidade, a sua vivência e a parte feminina, todo o apoio que precisam, tanto em Portugal como lá fora. Começar pelo país que é o meu, de coração e nacionalidade, e expandir para os restantes. Há tanto trabalho a ser feito por cá.
Quais as causas que defende?
Como disse acima, mais do que causas tenho dois focos: crianças e mulheres. Tudo o que faça parte deste universo, que envolva estes dois grupos, irão sempre ser defendidos por mim.

“Mais do que causas tenho dois focos: crianças e mulheres. Tudo o que faça parte deste universo, irá sempre ser defendido por mim.”
Já fez voluntariado?
Nunca fiz voluntariado, mas tudo o que possa dar, dou. Desde criança que fui habituada a olhar para o próximo, a dar a quem mais precisa. Lá por casa sempre foi uma coisa imperativa: ajudar quem menos tem.
O que mais a preocupa na sociedade atual?
Preocupa-me a falta de empatia. É preciso tirar os olhos dos ecrãs e olhar para as pessoas. Os extremismos, os egoísmos, preocupa-me o futuro dos mais jovens, do meu filho que está a crescer numa sociedade que muda quase diariamente, em que os valores são postos em causa e dados ao esquecimento. Esta incerteza onde vamos parar, se amanhã acordamos com guerra ou não e parecer que ninguém está preocupado com isto, parece tudo entretenimento, eu continuo a achar que é mesmo falta de empatia.
Que valores se preocupa em passar ao seu filho?
Utilizo a técnica do ABC – Altruísmo, Boa Educação e Consciência. Estes são os três pilares que o Vasquinho tem de ter sempre em consideração no dia-a-dia. O resto não vem por acréscimo, mas vem faseado, como o foco, a assertividade, a honra, são outros valores que tento sempre passar.
Em termos profissionais, quais os projetos que tem a curto e longo prazo?
Vem aí novidades, isso posso garantir, com novos projetos e um ano cheio de trabalho e de coisas boas. Para além de projetos profissionais, a nível pessoal, entrei com o pé direito, tenho um foco maior, sinto-me bem, com um estilo de vida mais saudável, aposto mais em mim e nos que me são próximos.