Santo António
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Porquê um feriado em Junho? Quando os católicos andavam a espalhar a sua religião, encontraram uma maneira engenhosa de festejar: substituiam as festas antigas pelas suas. Tal como o Natal e a Pásco, também os santos populares têm origem numa celebração pagã, o solstício de verão. Santo António, monge muito sério e muito esperto, viajou por todo o mundo e era professor. Porquê a fama de Santo Casamenteiro? Mais uma vez, parece que as festas pagãs que celebravam o amor se confundiram com um santo mais interessado nos livros.
A história do S. João do Porto é um bocadinho negra. Então foi assim: no século IX, vivia no norte de Portugal um eremita. Era tão respeitado que, muito depois da sua morte, uma rainha trouxe a sua cabeça para ser venerada. Bem, como a história era demasiada negra, aproveitou-se que o santo sem cabeça partilhava o nome com um dos seguidores de Jesus e começou-se a festejar o S. João do Porto no mesmo dia do S. João Baptista. O cordeiro com que é representado é um símbolo de Jesus, a quem chamavam ‘o cordeiro de Deus’. S. Pedro é representado com um molho de chaves representando as portas do Céu. Do Céu-Paraíso ao céu verdadeiro, foi um passo.
Quanto a S. Pedro, chamava-se originalmente Simão, e quem esteve com atenção durante os filmes de Domingo à tarde na Páscoa, hás-de estar lembrada que era pescador. Bondoso e impulsivo, foi a ele que Jesus confiou a missão de chefe da Igreja, dando-lhe o nome de Pedro, que significa ‘pedra’.
Uufff! Párem o bailarico e vamos lá a Santa Alice, que teve uma triste vida: viveu na Bélgica, no início do século XIII, e estava num mosteiro quando contraiu a lepra. Foi duplamente trancada: isolada do resto da comunidade por medo de contágio, viveu o resto dos seus dias encerrada num sótão. Tornou-se o símbolo da coragem, da humildade e da capacidade para tornar o sofrimento em qualquer coisa de significativo.