
O casamento é, por si só, uma cerimónia cheia de tradições – desde as cores usadas pela noiva, aos momentos que a antecedem. Uma das mais comuns, é o facto de os noivos se separarem fisicamente no dia que anterior à chegada à igreja. Mas será que conhecemos a história que originou este ritual?
Superstição e medo: eis as bases não-tão-românticas que fizeram surgir a tradição. Ora, de acordo com o livro Bride’s All New Book of Etiquette, há várias décadas, defendia-se que o casamento deveria gerar uma “ponte” entre o novo e o velho. E o noivo ver a noiva antes da cerimónia significava a ausência da novidade e da pureza. Chegou-se mesmo a acreditar que a noiva não se deveria ver a si mesma ao espelho.
Uma outra explicação remonta a vários séculos atrás, quando as uniões eram tipicamente arranjadas, sobretudo nos Estados Unidos e Europa. Numa altura em que os negócios e interesses falavam mais alto que o amor, tornou-se habitual que os noivos não se vissem antes da cerimónia ou que não se conhecessem pessoalmente de todo, até à hora H. E o motivo era um: receava-se que, ao ver a futura mulher, o noivo a achasse pouco atraente e cancelasse o casamento, envergonhando a família da noiva.
Hoje em dia, há quem opte por manter a tradição, mas mais por acreditarem que tal dá sorte ou ainda pelo facto de ficarem mais ansiosos por ver a cara metade na cerimónia. Por outro lado, há quem prefira estar com o companheiro momentos antes do casamento, precisamente, para aumentar a sensação de felicidade, de tranquilidade e para reforçar o elo que os une. Cada caso é um caso!
