
Quem for aos jardins da Quinta das Lágrimas, em Coimbra, pode ver uma das mais belas árvores do mundo. E não somos nós que o dizemos: foi um júri internacional.
A Figueira dos Amores conquistou o segundo lugar no concurso europeu ‘Tree of the Year 2025’. Com um total de 43 427 votos, a árvore portuguesa destacou-se entre as 15 finalistas pela sua grandiosidade, pela sua riqueza histórica e pela ligação à lenda de D. Pedro e Inês de Castro.
A Figueira, além de ser lindíssima, é uma árvore centenária, e se falasse teria muitas histórias para contar. Veio de muito longe e há muito tempo: mas não, não conheceu D. Pedro nem Inês de Castro, se é isso que estão a pensar. Chegou da Austrália no século XIX, trazida por um aristocrata apaixonado por botânica que a trouxe para os Jardins da Quinta das Lágrimas através de uma troca de sementes com o Jardim Botânico de Sydney, e a plantou junto à Fonte dos Amores. E aqui ficou durante mais de 150 anos até agora.
A Figueira dos Amores venceu primeiro a etapa nacional, quando foi a árvore mais votada na edição de Portugal, organizada pela União da Floresta Mediterrânica, em que recebeu 2.713 votos. Já agora, a medalha de prata foi para a Oliveira do Mouchão (Mouriscas, Abrantes) e a de bronze para o Sobreiro Centenário (Abela, Setúbal).
Quando avançou para o concurso internacional, a Figueira dos Amores ficou atrás apenas da árvore ‘Heart of the Dalkowskie Hills’ (Polónia), uma faia que deve o seu nome -coração – às folhas vermelhas.
O concurso ‘Tree of the Year’ foi criado em 2011 e, desde então, celebra todos os anos árvores com histórias significativas, chamando a atenção para a importância de as amarmos e preservarmos: a estas e a todas as outras árvores. A edição de 2025 contou com a participação de 15 árvores emblemáticas de diferentes países. Já agora, porque não fazer uma escapacinha romântica e ir conhecer esta heroína nacional ao vivo?