
Quem tenha lido o Nobel da Literatura sabe que Lisboa aparece de muitas maneiras em quase todos os seus livros, seja a Lisboa pessoana e pré-Estado Novo de ‘O ano da morte de Ricardo Reis’, a Lisboa árabe e cercada de ‘História do cerco de Lisboa’ ou a Lisboa inquisitorial do século XVIII e do reinado de D. João V de ‘Memorial do Convento’. Por isso, a Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa propõe que os admiradores de Saramago passeiem pela capital portuguesa tendo como base alguns dos seus livros.
Por onde começamos o ‘roteiro saramaguiano? O ponto de partida é na Igreja de São Roque, na Encarnação, contruída no século XVI e uma das primeiras do mundo. Era aqui que D. Maria Ana Josefa, rainha de Portugal rezava as suas novenas.
Daqui podemos subir até ao Castelo de S.Jorge, onde Baltasar e Blimunda se conheceram, e voltar a descer para a Fundação José Saramago (aberta de segunda a sábado, das 10h às 18h) instalada na Casa dos Bicos. A Fundação tem sempre exposições muito interessantes, além da exposição permanente sobre o autor, com bigrafia, fotografias e alguns objetos que lhe pertenceram. Também pode aproveitar para comprar os livros que lhe faltarem na coleção. E não se vá embora sem se despedir da oliveira em frente da Fundação, onde estão as cinzas de Saramago.
Não guarde já o ‘Memorial do convento’ porque seguimos para – adivinhem lá – o monumento que dá o nome ao livro mas que muitos portugueses ainda não conhecem: tire um dia para visitar o Palácio Nacional de Mafra (aberto todos os dias exceto 3.ª feiras, das 09h30 às 16h45)
que tem muito para ver: a basílica, a enfermaria, a capela privada e o quarto do rei, a sala dos destinos e a biblioteca.
Já que aqui estamos, vamos fazer uma caminahda pela Tapada Nacional de Mafra, onde a corte ia caçar. Hoje já não há corte nem caçadas, mas pode-se caminhar ou passear de bicicleta.
O passeio é uma boa ideia para aproveitar um fim de semana em família (principalmente se alguém estiver a dar Saramago na escola) porque quando damos ‘cenário’ a um livro, conseguimos lê-lo de outra maneira. E ficar a conhecer melhor um dos maiores escritores portugueses é sempre um bom programa para um sábado e/ou domingo em que não lhe apeteça enfrentar as filas de trânsito para a praia.
