
Era conhecida a ligação e enorme admiração de Christian Dior à cultura japonesa, que resultou em luxuosas criações no decorrer dos anos 50. Para o desfile da coleção outono 2025 da Dior, Maria Grazia Chiuri (diretora criativa a marca francesa desde 2016) decidiu explorar os hábitos das culturas pelo mundo.
Sob cerejeiras em flor, criando um cenário poético no célebre jardim Toji (um dos locais mais emblemáticos de Quioto, no Japão) foi apresentada a coleção outono 2025, com uma vincada tradição oriental.
Num misto perfeito entre luxo e cultura, as atenções recaíram no casaco quimono, uma peça que dá continuidade “ao trabalho de Monsieur Dior, que na coleção outono/inverno de 1957, apresentou Diorpaleot e Diorcoat, concebidos para serem uados sobre um quimono, respeitando a sua forma original”, refere a maison francesa em comunicado: “Foi assim que surgiram os casacos e blusões soltos e envolventes, por vezes com cinto. Peças preciosas, tanto pelo tecido – seda – como pelo esboço de um jardim japonês que acompanha a silhueta. As calças largas e as saias compridas ondulam a cada passo e movimento.”
Muitos tecidos apresentados foram desenvolvidos em parceria com a empresa japonesa Tatsumura Textile Co., especializada em técnicas têxteis tradicionais. “Uma linha que tece um diálogo plural com as tradições têxteis japonesas, ao mesmo tempo que liga a alta-costura à arquitetura e, no seu carácter mais íntimo, coloca o corpo, os corpos, no seu coração”, refere ainda a Dior no mesmo comunicado.

A apresentação da coleção outono 2025 em Quioto, no Japão, vem reforçar o compromisso da Dior em enaltecer e integrar diferentes culturas nas suas criações futuras, mantendo viva a herança da marca.
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