Fotos: João Lima

A meio da conversa diz, divertida, que o título desta entrevista devia ter a palavra ‘perfil’, uma das que mais repete durante a nossa conversa, ao mesmo tempo que os dedos fazem as vezes das aspas. Na verdade, o tema não é divertido: vezes demais tem ouvido ‘o seu perfil não encaixa’. Nas entrevistas de emprego, por exemplo, passava muitas vezes o teste do telefone graças à sua perfeita pronúncia do norte – só em adulta percebeu por que é que os seus pais nunca lhe quiserem ensinar crioulo – mas tudo mudava quando se apresentava ao vivo. “Não esqueço a expressão de desapontamento, é que a cor não se vê ao telefone.”

Cresceu em Mangualde, foi estudar para Coimbra – Engenharia do Ambiente, mais por insistência dos pais, pois a sua grande paixão sempre foi Comunicação –, mas nunca se viu representada. “Onde estavam as outras pessoas como eu, para me apoiar, para me acolher?” Encontrou-as já em Lisboa, quando decidiu lançar o AfroMary, primeiro um canal de YouTube e depois uma página de Instagram, onde abordava temas como o racismo. Finalmente sentia que pertencia. A morte de George Floyd, ‘em direto’ às mãos da polícia norte-americana, foi um golpe duro e da ‘revolta’ nasceu o seu mais recente projeto, a plataforma Nô Bai, que promove e apoia os negócios de afrodescentes em Portugal. Tudo isto a par do seu trabalho como gestora de projetos no hub de empreendedorismo Impact Hub Lisbon.

Este ano, Mariama, 36 anos, foi uma dos 52 empreendedores sociais afrodescentes de todo o mundo a ser escolhida pelo Departamento de Estado norte-americano para ir duas semanas para os Estados Unidos. “Recebi a notícia ao mesmo tempo que soube que era umas das nomeadas para os Prémios ACTIVA Mulheres Inspiradoras e foi num dia que não estava assim tão bem. Estava mesmo a precisar desta força!”

Fora de jogo

“Nasci em Felgueiras – acho que se nota pelo sotaque, agora menos porque vai fazer seis anos que estou em Lisboa. O meu pai, Infali Injai, era jogador de futebol. Nasci em Felgueiras por acaso, mudávamos de casa sempre que o meu pai mudava de clube. Os meus pais vieram da Guiné-Bissau em 1984 para o meu pai realizar esse grande sonho de ser jogador – lá já era um grande jogador, já jogava na seleção. O meu irmão nasceu na Guiné, mas eu já nasci aqui.Vivi em vários sítios da zona Norte, mas passávamos a maior parte do tempo no Porto, numa altura em que houve uma forte emigração de africanos, também jogadores de futebol, com as suas famílias. O Porto era a minha referência, era um porto de abrigo para os meus pais, que tinham ali amigos na mesma situação, que vieram para um país novo. Quando eu e o meu irmão estávamos quase a entrar para a primária, os meus pais decidiram fixar-se em Mangualde, para tristeza minha. Éramos praticamente a única família negra. Acabei por crescer ali, e uma coisa que sempre foi óbvia foi a falta de representatividade.

Costumamos dizer que nós não nos lembramos que somos desta cor, são as outras pessoas que nos lembram disso, com os seus comentários.

Sempre a mesma pergunta, ‘De onde é que és?’, como se eu não pertencesse àquele lugar. Diziam sempre ‘Falas tão bem português!’ Questões que eu sempre achei estranhas…Lembro-me perfeitamente do meu primeiro dia de escola, toda a gente ficou a olhar para mim. A minha mãe, a apertar-me muito, como que a dizer ‘Vá está tudo bem, é isto que vais passar, aguenta’.”

Silêncio ruidoso

“Há coisas que eu e o meu irmão só contámos aos nossos pais quando já tínhamos 18 anos. Porque a minha mãe ia armar um banzé e porque eles iriam sofrer com isso. O que acontece muito nas famílias é que se fala, mas não se fala de todas as coisas pelas quais passamos, é mentalmente exaustivo. Os outros miúdos a perguntarem sobre coisas que eu nunca tinha questionado – o cabelo, a cor, a forma de falar –, não quererem brincar comigo e eu sem perceber porquê, são coisas que marcam. Ficava sempre com um sentimento de não pertença. Quando diziam ‘Vai para a tua terra’ eu não percebia, porque Portugal era a única terra que conhecia. As pessoas insistem muito nisso, todos os dias, a toda a hora. É o imaginário de o que é ser português… Via a televisão e não via ninguém igual a mim, via as revistas, a ‘Super Pop’, a ‘Bravo’: onde é que eu estou? Não estava. É um apagamento muito grande e a autoestima de uma criança fica destruída… Na minha adolescência, eu vivia num lugar de insegurança, não me afirmava, estas questões aconteciam e eu ficava em silêncio, porque me queria integrar, porque queria ter amigos, queria ser aceite. Achei que a universidade seria um espaço onde iria ver muita diversidade, mas não. Em Coimbra, ganhei o concurso de Miss Queima, da Queima das Fitas, e aquilo foi um choque. Os comentários eram, ‘Mas ganhou uma preta? Não havia melhor?’”

Sozinha na multidão

“Tinha os meus amigos – são os meus amigos de sempre, há mais de 20 anos – só que há uma solidão mesmo tendo muita companhia. Havia essa solidão de não me entenderem nas minhas dores, tristezas, situações discriminatórias que eles não viam. Diziam, ‘Estás a exagerar’. Há muita gente que acha que está tudo na nossa cabeça. Sempre gostei muito de moda, fazia desfiles, vinha a Lisboa a castings – sempre fui muito de ‘é o que quero, vou tentar’ – mas mesmo na moda havia muito a conversa do ‘perfil’, ‘o seu perfil não encaixa’. E eu sabia o que é que eles queriam dizer. As pessoas dizem, ‘Ai, ignora!’ – não dá para ignorar uma coisa que está à tua frente e te limita, porque já não estão a ver o teu talento, o teu mérito, só a tua cor. Faz-me confusão que as pessoas não percebam isso. Limita em tantas coisas, em tantas oportunidades. Isto não é da minha cabeça. Não somos todos iguais e essas diferenças têm um impacto na vida das pessoas. Isso sempre foi muito evidente para mim e frustrava-me que as pessoas ficassem muito incomodadas mas que nada fizessem para mudar a atitude. Mesmo entre amigos, tive de ter conversas muito desconfortáveis. Foi essa falta de validação que me deixou em estados depressivos em algumas fases da minha vida.

Há muitas pessoas que dizem que não são racistas, mas o racismo está muitas vezes na linguagem, nas palavras que usam.

Nos trabalhos por onde passei havia sempre alguém que dizia, ‘Trabalho que nem um preto’. Diziam, ‘Porque não ris? Agora não se pode dizer nada!’. Está também na comunicação não verbal. Quando entro num espaço, sei o que as pessoas estão a pensar, não me precisam de dizer, mas a minha postura agora é diferente, queixinho para cima, já não deixo que me intimidem.”

Ponto de viragem

“Trabalhava no Hard Rock Café no Porto e surgiu a oportunidade de ir um ano para Espanha, para Valência. Pensei que aquele ia ser o meu ano de cura, de chorar tudo o que tinha para chorar – na altura também tinha terminado um relacionamento, precisava de um ano zero. Acabou por ser um ano muito triste e muito bonito, chorei todas as minhas dores, mas renasci de alguma forma. Tomei duas decisões: vir para Lisboa – porque apesar de vir cá muitas vezes sempre tive um medo irracional de Lisboa, por ser uma cidade muito maior – e fazer um projeto relacionado com comunicação. Sempre quis ser apresentadora de televisão ou fazer qualquer coisa que tivesse a ver com a área. Quando vim para Lisboa fui a uma escola, porque queria fazer o curso de apresentação, mas a diretora disse logo que só talvez na RTP África eu conseguisse… Ela falou com tanto desprezo que eu decidi não tirar o curso. Foi aí que tive a ideia de criar o meu próprio canal, para falar de todos esses temas que me incomodavam. Comprei uma câmara, luzes, comecei a gravar, a editar, fiz tudo. Assim nasceu o AfroMary. Queria conhecer todas as pessoas negras da comunidade e descobri que havia pessoas tão talentosas em tantas áreas, só que estavam apagadas e invisíveis. Então comecei a fazer-lhes entrevistas. Mas como trabalhava e não podia ficar todos os dias a editar vídeos até às duas da manhã, decidi ir para o Instagram. A ideia era desconstruir, o que é isto do racismo, do preconceito, em situações do dia a dia, com exemplos práticos. Porque é aí que as pessoas criam um entendimento, não é a falar em abstrato e com palavras caras. O mote era ter uma linguagem simples que toda a gente percebesse, mas de uma forma cuidada e sem agressividade.O AfroMary começou a ganhar repercussão e eu comecei a perceber que mais pessoas se sentiam como eu. Sentia-me tão sozinha e finalmente estava a encontrar outras pessoas. Criou-se uma grande comunidade e descobri finalmente o meu propósito: o dom da palavra e de influenciar e impactar pessoas. Gosto de fazer as pessoas pensar e refletir nas coisas, gosto de as deixar desconfortáveis porque só assim se dá uma mudança.”

Libertar a raiva

“No AfroMary entrevistei uma psicóloga e percebi que precisava de ajuda profissional. Comecei a fazer terapia todas as semanas, durante muito tempo. É uma caixa de Pandora, tinha muita coisa guardada. Podia viver com a raiva que tinha interiormente e sinceramente é legítimo que outras pessoas a tenham, percebo de onde vem. Nem toda a gente tem possibilidades financeiras para ir ao psicólogo. E eu fiz aquela terapia específica porque era com uma mulher negra. Já tinha tido muitas partilhas de pessoas que tinham tido terapeutas a dizer, em consulta, que o racismo não existe, que está na nossa cabeça. Não é que todos os terapeutas tenham de passar por todas as experiências, mas há uma sensibilidade diferente. E aquela terapeuta em particular tinha desenvolvido uma terapia para mulheres negras. Não precisava de lhe explicar tudo, ela entendia-me. Fiz terapia com duas terapeutas, para trabalhar questões diferentes, fiz coaching, desenvolvimento pessoal, fiz muitas coisas para me convencer ‘eu acredito em mim, eu acredito em mim, eu acredito em mim’, mesmo quando mais ninguém acreditava. É duro ser-se corajoso sozinho e eu fui muitas vezes corajosa sozinha.”

Onda de choque

“A morte de George Floyd teve um impacto muito negativo na minha saúde mental. Comecei a questionar que impacto é que o que eu estava a fazer podia ter num mundo ainda tão gratuitamente violento. Aquele vídeo passou a toda a hora e a todo o momento e era como se me estivesse a ver ali. Não era nada de novo para nós, mas foi filmado e ainda bem, porque parou o mundo.

Apesar do desfecho, o propósito de George Floyd era esse, sem ele saber. A partir daí todos quiseram ser inclusivos à força, ter equipas diversas, consultoria de diversidade e inclusão.

Aí já a Mariama era interessante, só que nessa altura não estava a conseguir responder. Estava muito mal e afastei-me da Internet. Havia também muito oportunismo. Foram muitas as conversas com os meus pares, que estavam a passar pela mesma fase. Fui ao protesto e foi muito emocionante – era um ambiente realmente diverso, toda a gente lá estava. Pensei que unidos podemos trazer a mudança, se quisermos, mas o pior é que nem todos queremos. E lá por sermos uma comunidade não significa que pensamos todos da mesma maneira. Connosco é sempre uma questão de unidade. Se alguém for ladrão, então todos os negros são ladrões.”

Vamos!

“Comecei a pensar noutras formas de empoderar a minha comunidade, economicamente, porque é isso que nos vai fazer sair daqui. Eu já consumia e promovia vários negócios de negros. Porque não tornar isso num negócio? Mais uma vez, tirei dez mil cursos, de empreendedorismo, de aceleração, fui ao Reino Unido ver como faziam lá, conheci outros empreendedores negros. Tive a ideia muito antes, mas tive de ultrapassar a síndrome de impostor para lançar a Nô Bai (quem em crioulo quer dizer ‘vamos’), uma plataforma dedicada a afrodescendentes que não só lhes dá visibilidade através do mapeamento dos seus negócios mas também tem um marketplace onde podem vender diretamente. Mesmo na comunidade as pessoas perguntavam quem é que vendia isto ou aquilo e eu pensei ‘se estas pessoas perguntam, imaginem as pessoas de fora’. Também prestamos serviços de agência – entretanto estudei Design Gráfico. Estou sempre a estudar, e é também por isso que consigo concretizar as minhas ideias.”

Encerrar um ciclo

“Fui à Guiné-Bissau quando era pequenina e agora quero voltar, porque em termos de identidade é isso que me falta. Vou fechar um ciclo, entender melhor os meus pais. Havia algum atrito porque eles são africanos, emigraram, eu já sou portuguesa. A forma de pensar é muito diferente. Demorei muito – e a terapia ajudou – até perceber o lado deles. Eles são como são, não têm de mudar, muito desse atrito tinha a ver com a forma como as pessoas viam os negros e os meus pais eram a representação da africanidade que eu tentava esconder para me sentir aceite. Era como se me estivesse a ver ao espelho. E quando fiz as pazes com isso, passei a adorar quem sou, como sou, a minha cor, e tenho genuinamente orgulho nisso.”

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