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Meningite B
Esta vacina será dada gratuitamente às crianças que, por razões clínicas, sofrem de deficiências imunitárias, o que as coloca em maior risco de terem uma meningite mais complicada do que uma criança saudável. É uma medida de exceção. Os especialistas continuam a avaliar a inclusão desta vacina no Plano Nacional de Vacinação. É preciso avaliar bem as vantagens da inclusão da vacina porque ela protege contra determinadas estirpes de meningococo, da bactéria que causa a meningite, mas os meningococos que circulam na Europa não são todos iguais. Atualmente, esta vacina não é comparticipada. Podem ser necessárias duas a quatro doses, e cada uma custa cerca de 100 euros.
BCG
Era administrada a todas as crianças logo à nascença, mas, a partir de 1 de janeiro de 2017, passa a ser dada apenas a crianças de grupos de risco – a saber: que venham de países com taxas elevadas da doença; pertencentes a comunidades ou zonas com elevado risco de tuberculose; que estejam em contacto com pessoas que apresentem antecedentes de tuberculose, infeção VIH/Sida ou que também venham de países com uma taxa alta da doença; ou que sejam encaminhadas por Unidades de Saúde pública depois de processos de rastreio e profilaxia.
Porquê? A Organização Mundial de Saúde e a UNICEF aconselham países com baixa incidência de tuberculose a optarem pela vacinação apenas para grupos de risco em menores de 6 anos. Depois de anos em que até assistimos a uma subida dos números da doença, desde 2014 eles não ultrapassam os 20 casos por 100 mil habitantes. A incidência de meningite tuberculosa nas crianças com menos de 5 anos também foi inferior a um caso por 10 milhões de habitantes.
A Direção-geral de Saúde justifica a medida ainda, em circular normativa, com “o bom nível de prestação de cuidados de saúde à população” e a implementação do Programa Nacional para Tuberculose, que tem permitido monitorizar e tratar a doença. “Não há benefícios para a saúde pública na vacinação universal”, esclarecem ainda.
A vacina é nova: Por incluir uma estirpe distinta, ser produzida por um fabricante diferente (a Japan BCG Laboratory) da vacina anterior e se encontrar há pouco tempo em circulação, o Infarmed aconselha os profissionais de saúde e farmacêuticos a estarem “especialmente atentos” a qualquer reação adversa.
HPV
A partir de 1 de janeiro de 2017, a vacina contra o papiloma vírus humano, associado ao cancro do colo do útero, vai passar a ser dada às raparigas aos 10 anos, em vez de estar disponível no período dos 10 aos 13 anos, como era feito até agora. Para além da recomendação clínica de proteger as meninas mais precocemente, a intenção também é de a fazer coincidir com o reforço do tétano e difteria. A vacina que passará a ser administrada é também mais eficaz – mais de 90%, quase 20% superior à eficácia da versão anterior.
Vacina Hexavalente
Aos 2 e 6 meses de idade passa a ser dada uma vacina que protege contra a difteria, tétano, tosse convulsa, poliomielite, Haemophilus Influenzae B e hepatite B.