
Sempre ouvimos dizer que o dinheiro não compra felicidade. Porém, uma pesquisa de 2021, publicada na revista científica “National Academy of Sciences”, vem contrariar esta máxima.
Para comprovar a teoria, os autores entrevistaram mais de 33 mil estadunidenses com idades entre os 18 e os 65 anos. O acompanhamento psicológico de cada um foi feito com base numa aplicação, na qual cada voluntário respondia a questões como, por exemplo, “Como se sente?” e “O quão satisfeito está com a sua vida?”
Os investigadores descobriram que as respostas ligadas ao bem-estar cresciam linearmente em sintonia com os rendimentos anuais. Além disso, foi constatado não haver um valor específico de rendimentos a partir do qual o dinheiro perde a importância para a satisfação individual. Muito pelo contrário: quanto mais dinheiro um indivíduo ganhar, maior será a felicidade em momentos específicos e o contentamento com a vida em geral.
Uma das hipóteses apresentadas pelos cientistas para explicar esta constatação é que as pessoas endinheiradas são mais felizes porque têm uma maior sensação de controlo sobre as suas vidas, uma vez que têm mais segurança económica em tempos difíceis, como os que correm, comparativamente com as suas contrapartes menos abastadas.
Contudo, é importante sublinhar que este é um tema controverso (e pouco consensual), uma vez que a felicidade e o bem-estar são difíceis de mensurar.