O que começou por uma simples brincadeira transformou-se em negócio, não aquele que se resume à folha de cálculo, mas o outro: o que é movido, sobretudo, por genuíno prazer. Filha de um coleccionador de brinquedos, brincar é verbo que leva muito a sério. Conjuga-o também quando desenvolve as suas criações para a
Téthis, marca que criou há cinco anos, altura em que deixa na reserva a profissão de designer gráfica. Hoje tem as suas peças expostas na
Pedra Dura. Na colecção Outono/Inverno 2007 desfilam desde colares a boinas, entre outros acessórios que, tal como os pormenores, marcam a diferença.
Colares, boinas, brincos, pulseiras. Acessórios ou Indispensáveis?
Indispensáveis, se usados com prazer.
O colar está para a mulher como. …
… os brinquedos estão para o meu pai. Fazem parte!
Se fosse uma boina, em que cabeça gostaria de estar?
Em tantas e em tantos sítios… Gostaria de ser uma ‘boina mágica’: saltaria de cabeça em cabeça, adivinhando e realizando sonhos e desejos.
Circular (‘mover-se de modo contínuo, voltando sempre ao ponto de partida’). É esta a forma com que dá a volta ao seu trabalho?
No meu trabalho procuro, continuamente, que o ponto de partida e de chegada seja eu mesma, a minha essência criativa, o prazer de que cada peça circule levando um bocadinho da Téthis.
Usa aplicações em metal, croché, tecidos, botões… Que material nunca terá lugar nas suas peças?
‘Nunca’ é uma palavra que tento não usar, porque trava a minha criatividade e a própria vida. Todos os materiais podem e devem fazer parte do mundo Téthis.
Em três palavras apenas defina o conceito Téthis…
Peças com Alma.
As suas criações têm um estilo definido?
Não, os estilos definidos são muito limitativos. Gosto mais de pensar que as minhas peças se vão adaptar ao estilo de quem as usa.
Enfiar o barrete só no caso de. … muito frio!
Quando se está por um fio. … dar tudo por tudo.