
Catarina Laborim tinha um objetivo: confecionar à mão peças únicas, que não tivessem género e se adaptassem a diferentes tipos de corpo. Nasceu então a La Luna, primeiro com a confeção de camisas com padrões únicos e que agora aposta em outras peças de roupa. Inês Laborim, irmã de Catarina, juntou-se a este desafio que começa a ganhar cada vez maior visibilidade.
Conversámos um pouco com a visionária da La Luna para perceber melhor o conceito e processo de fabrico destas peças artesanais que falam em intemporalidade.
Como surgiu o conceito da marca?
A La Luna começou em 2015. Depois de ter aulas de costura com a minha mãe, comecei a desenvolver as
minhas primeiras peças. A primeira vez da La Luna na rua foi no Andanças, e daí em diante comecei a estar presente anualmente em festivais de músicas do mundo.
Começou com uma única modelagem com milhares de padrões diferentes. Uma modelagem simples, que funciona muito facilmente para vários tipos de corpos e é através do padrão que cada pessoa encontra a sua individualidade/expressão. As peças são limitadas, fazemos sempre poucas unidades de cada padrão.
Passados dois anos desenvolvemos uma camisa nova que se tornou o nosso bestseller, por ser uma camisa sem género. Entretanto temos explorado outras modelagens como kimonos, calças e casacos, sempre com a mesma direção.
Houve vontade de criar, de dar às pessoas peças que pouco havia na altura. Peças intemporais e que fossem feitas à mão. Dar às pessoas opção de vestirem algo com sentido e com história, como tudo o que é feito à mão, pensando também num consumo mais consciente, fazendo alguma frente ao fast fashion do dia a dia. Tentamos que os valores sejam os mais justos possíveis e que se adaptem não só a um nicho específico.
O nome La Luna surgiu devido ao movimento relacionado com empoderamento feminino, da ligação da mulher com a lua, com os seus ciclos e com a natureza.
Porquê começar com camisas?
A camisa é uma peça chave, sem género, sem idade. Linda para várias situações do dia a dia ou para uma altura que queremos vestir algo mais especial.
O que diferencia estas peças?
As peças são feitas à mão. As de mulher (a nossa primeira peça) sou eu que as faço uma a uma. Desde a escolha do tecido, o corte dos moldes, a costura e o pregar dos botões. Temos outra pessoa que nos ajuda na confeção das outras peças.
Quando falamos em handmade, é literalmente handmade, pois tudo o que envolve a marca, somos nós que fazemos (comunicação, criação, modelagem, costura, entregas, gestão de redes sociais, fotografia e vídeo)
Entretanto juntaram-se ao projecto a minha irmã [Inês Laborim] e a Teresa que ajuda na parte da imagem.
As camisas que mais vendemos são para todo o tipo de corpos e para qualquer género. Somos uma marca inclusiva. Preço justo, exclusividade, proximidade com as pessoas e slowfashion.
A intenção é que, quem use a La Luna, se sinta bem com elas e que não as veja apenas como mais uma peça de roupa no armário, mas como uma forma de estar na vida.
As camisas La Luna são super confortaveis, com tecidos super fluídos. Quem experimenta normalmente volta!
A proximidade com as pessoas também nos caracteriza. A nossa forma de estar, de falar e de apresentar a La Luna é sempre através de nós, dos lugares que passamos e das nossas histórias pessoais.
Onde podem ser adquiridas?
Directamente connosco pelo instagram: https://www.instagram.com/laluna_madeforall/
Pela nossa página no etsy: www.etsy.com/shop/lalunaMadeforall
O site oficial está em construção. Temos peças no Selina Porto, Lisboa e Gerês
Quais os desejos para o futuro da La Luna?
Neste momento estamos a preparar nova coleção de outono inverno totalmente nova e com novos materiais. Estamos também a trabalhar para termos um dia os nossos próprios padrões, desenhados por nós.
Queremos que a La Luna chegue a toda a gente. Nunca sentimos nem quisemos que fosse “só” uma marca de roupa. É uma forma de estar, idealizar e inspirar. Queremos andar a par com a actualidade, trabalhar com cada vez mais pessoas e materiais mais sustentáveis. Queremos um dia juntarmo-nos a uma causa social.
Desejamos falar ao mundo através das nossas criações. Todos os meses vamos lançando novos padrões e novas linguagens, mas queremos cada vez mais que cada coleção tenha um propósito / conceito e trabalhar os padrões nesse sentido. Queremos colocar as nossas peças em mais lojas, pelo país e lá fora.
