12 supermodelos dos anos 80-90 que ainda estão no top
Só neste mês de maio, Nadja Auermann, de 54 anos, e Linda Evangelista, de 59, são capa de duas das revistas de moda de maior prestígio, Vogue e Harper’s Bazaar.
Aos 54 anos, Nadia Auermann volta a ser capa da Vogue alemã (Fotos: DR)
Têm entre 46 e 67 anos e foram fenómenos de popularidade nos anos 80-90, semelhantes a estrelas do rock e cinema. Retiraram-se durante alguns anos mas muitas voltam esporadicamente e dão ar da sua graça. Aqui mostramos algumas capas de revistas que protagonizaram nestes últimos dois anos.
NADJA AUERMANN (54 anos) – Com os seus cabelos loiros platinados, olhos azuis penetrantes e as famosas pernas intermináveis de 1,20m, destacou-se nos anos 90 como uma das modelos mais enigmáticas da sua geração, evocando também a sensualidade fria de Marlene Dietrich. Longe das passerelles, mas não totalmente da moda, fez incursões pontuais no cinema e na televisão.
LINDA EVANGELISTA (59 anos) – Ícone incontornável da moda dos anos 90, a supermodelo canadiana ficou conhecida pela sua faceta camaleónica nas passerelles, pois reinventava-se a cada estação com cortes e cores de cabelo arrojados. Nos últimos tempos voltou a ser notícia mas por ter revelado que ficou “desfigurada” após se ter submetido a um procedimento estético mal executado, tendo relançado o debate sobre o risco das cirurgias estéticas realizadas por quem não tem habilitações próprias. Desde então tem reaparecido aos poucos.
LAETITIA CASTA – A modelo francesa conquistou o mundo da moda em 1993, ao protagonizar uma marcante campanha da GUESS. Foi também um ícone de beleza em França ao ser escolhida como modelo para Marianne, figura alegórica da República Francesa — uma honra rara, reservada a mulheres que encarnam os ideais de liberdade e elegância do país. Aos 46 anos continua a ser capa de revistas. Laetitia aqui com um fato de banho da Calzedonia.
CINDY CRAWFORD (59 anos) – Mais do que uma top model, a modelo americana foi um verdadeiro fenómeno cultural dos anos 90, tendo apresentado o programa House of Style na MTV, lançado vídeos de exercício físico e feito inúmeras campanhas publicitárias… Dona de uma beleza clássica, ficou famosa por ter recusado – e bem – retirar o sinal que tem sobre o lábio, que se tornou a sua imagem de marca. Tem uma digna sucessora na sua filha Kaia Gerber.
KRISTEN MCMENAMY – Conhecida pela sua beleza pouco convencional, Kristen McMenamy destacou-se nos anos 90 como um símbolo da androginia e da subversão dos padrões clássicos da moda. Aos 60 anos continua a ser uma musa para muitos criadores, abrindo espaço para uma representação mais artística do mundo da moda.
HELENA CHRISTENSEN (56 anos) – Filha de pai dinamarquês e mãe peruana, a top model que protagonizou o icónico vídeo de ‘Wicked Game’ de Chris Isaak, foi admirada pela sua beleza exótica e pouco convencional. Iniciou a sua carreira no mundo da moda ao vencer, em 1986, o título Miss Dinamarca e representar o seu país na Miss Universo desse ano. É agora uma acérrima ativista ambiental e uma talentosa fotógrafa que, de vez em quando, aceita ser capa de uma revista.
CHRISTY TURLINGTON (56 anos) – Ao lado de Linda Evangelista, Cindy Crawford, Naomi Campbell e Tatjiana Patitz (que faleceu em 2023 de cancro da mama), foi protagonista do célebre vídeo de George Michael, ‘Freedom’. A sua beleza serena e natural foi sempre muito requisitada nas passerelles mundiais mas quando estava no auge da carreira decidiu afastar-se para investir na sua educação. Hoje é uma acérrima defensora dos cuidados de saúde maternos e está à frente da sua organização Every Mother Counts.
CLAUDIA SCHIFFER (54 anos) – Comparada muitas vezes com a atriz francesa Brigitte Bardot, a modelo alemã foi descoberta numa discoteca em Düsseldorf. Durante largos anos foi a musa do seu compatriota Karl Lagerfeld quando este se encontrava à frente da Casa Chanel. Foi tanta vez capa de revistas em todo o mundo, nos anos 90, que chegou ao ponto de entrar para o Guinness World of Records. Afastou-se do mundo da moda e só muito esporadicamente aparece ligada a alguns projetos do segmento luxo.
ESTELLE LEFÉBURE (58 anos) – Talvez a menos conhecida, mas em França é um símbolo nacional e nos anos 80 e 90, não havia revista de moda que não a quisesse na capa. Nascida na Normandia, foi presença regular nas páginas da Elle, Vogue e Sports Illustrated, e desfilou para casas de moda como Dior e Thierry Mugler, tornando-se sinónimo do ideal de beleza francesa. Depois da moda, aventurou-se no cinema e na televisão, explorando o seu lado mais artístico. Também publicou um livro sobre bem-estar e estilo de vida saudável, abraçando um papel de figura pública ligada ao equilíbrio físico e emocional.
MONICA BELLUCCI – Parece incrível mas a bela Bellucci já tem mesmo 60 anos. Foi das poucas top models que conseguiu seguir uma carreira internacional no cinema como atriz, sendo inesquecível no filme ‘Malena’, ‘Matrix Reloaded’, ‘Irreversível’, ‘007 – Spetre’ ou como Maria Madalena em ‘Paixão de Cristo’. Nascida em Città di Castello, Itália, começou a trabalhar como modelo bem cedo para pagar os estudos e logo chamou a atenção de Dolce & Gabbana, de quem se tornou a musa inspiradora.
NAOMI CAMPBELL (54 anos) – A sua beleza e presença imponente e carismática fez com que se tornasse a rainha das passerelles durante largos anos. Já as suas colegas do olimpo da moda se tinham reformado há muito e ela continuava a dominar a red carpet. Foi durante muitos anos a única modelo negra nos desfiles, capas de revista e campanhas publicitárias mas a top model britânica nunca se cansou de chamar a atenção para o racismo no mundo da moda, abrindo assim as portas a outras modelos racializadas. Ainda hoje continua a ser um símbolo de beleza, força e ativismo.
INÈS DE LA FRESSANGE (67 anos) – Foi talvez a primeira top model de sempre. Nascida em Paris, logo na década de 80 tornou-se o rosto da marca Chanel sob a direção de Karl Lagerlfeld. O estilo natural e sofisticado, refletia perfeitamente a essência do chic parisiense, o que lhe rendeu enorme popularidade, tanto nas passerelles como nas campanhas publicitárias. Além do seu trabalho como modelo, Inès reinventou-se ao longo dos anos e na década de 90 afastou-se das passerelles. Ocasionalmente participa em algumas campanhas e dedicou-se à sua linha de roupa e à carreira como escritora, tendo lançado o livro ‘Parisian Chic’. À semelhança de Cindy Crawford e Monica Bellucci, também a filha segue as suas pisadas no mundo da moda.