Tânia Graça, uma psicóloga clínica e sexóloga muito sábia, divertida e cool (fotos: Pedro Lopes)

A forma descomplexada, desempoeirada e divertida com que Tânia Graça fala sobre sexualidade na sua conta de Instagram, nos programas em que participa e responde às questões que lhe colocam, é desarmante. Que bom que é ter, na sociedade portuguesa, uma profissional jovem a falar tão abertamente sobre prazer feminino, masturbação, brinquedos sexuais, relações abusivas, consentimento… assuntos que, ainda hoje, muita gente insiste em abafar, mas só falando abertamente sobre eles é que se combate a ignorância, o desconhecimento, os preconceitos e as injustiças.
Tânia é sexóloga e também ativista. Feminista, defende a igualdade de género, o direito das mulheres ao prazer, algo que parece tão simples, mas como vamos ver nas suas respostas, ainda temos um longo caminho a percorrer, ainda que já muito tenha sido conquistado.

O que é que a sua experiência clínica lhe deu a conhecer sobre a sexualidade das mulheres portuguesas?
Quando comecei a trabalhar em clínica ainda não era sexóloga, portanto, aquilo que a clínica me deu foi mais sobre situações de violência, relações abusivas. Esse foi o meu primeiro input sobre o lugar da mulher na sociedade portuguesa, de pouca liberdade, de submissão, de opressão, nomeadamente ao nível da sua sexualidade. Se eu não sou dona do meu corpo e do meu prazer, também não serei dona da minha vida. Fui-me apercebendo de que as mulheres não tinham autonomia, independência, nem para explorar o seu prazer, sentiam-se culpadas, com vergonha. Fui-me apercebendo dessa desigualdade de poder sobre o próprio corpo, porque aos homens não só são ensinados a usufruir muito do seu prazer, até de uma forma hipersexualizada, ou seja, ‘tens é de ter muitas parceiras’, como são ensinados que é ok usufruírem do corpo de uma mulher sem que ela esteja particularmente com vontade. Não se ensina sobre consentimento.

As mulheres jovens continuam a ter esses problemas?
Sim, as dos 20-30, como eu que tenho 30, foram criadas por mulheres que agora têm 50-60. Aquilo que nos foi passado, como os papéis da mulher e do homem, ainda são diferentemente avaliados no que toca à sexualidade. O homem com muitas parceiras é um garanhão, uma mulher com muitos parceiros é uma mulher da vida, para não dizer outra coisa. Esta duplicidade de valores continua presente, embora cada vez mais desconstruídos, porque estes padrões sociais seculares demoram a ser eliminados. Estamos no caminho certo, mas falta percorrer muito.

Está a dizer que nós continuamos a transmitir esses padrões de comportamento machista?
Sim, é verdade, nós reproduzimos o machismo também, ainda educamos os meninos desresponsabilizando-os numa série de coisas. Temos de lhes dizer que não podem fazer coisas que as meninas não queiram, temos de deixar de comentar a vida sexual ou relacional de forma pejorativa de outras mulheres, no caso de violação ou violência doméstica, parar de dizer ‘ela não tinha nada de passar naquela rua; o que ela tinha bebido?; o que ela tinha vestido?’. Continua a haver um machismo que é intrínseco a todos nós, negar isso é negar o óbvio. Aliás, tomar essa consciência é o primeiro passo para desconstruir essas ideias machistas. Eu apanho-me por vezes a ter pensamentos que são machistas, apesar de estar permanentemente em contacto com estes temas e a desconstruir-me. Se eu me apanho, outras pessoas terão mais, por isso é muito importante ter esta consciência e trabalhar a nossa sororidade, a solidariedade entre mulheres. Não é sermos todas amigas, é estarmos unidas naquilo que são causas comuns. Quando eu coloco em causa uma mulher que disse que foi violada, eu estou a perpetuar um padrão de desresponsabilização do abusador e de culpabilização da vítima, e isso volta-se contra mim. Quando estou a comentar negativamente a vida sexual de outra mulher, isto volta-se contra mim, porque estou a alimentar um padrão machista e um pensamento que se aplica porque eu também sou mulher, não é?
Portanto, sororidade precisa-se!

As mulheres devem explorar o seu corpo, o prazer sexual é parte integrante da nossa felicidade.”

A falta de libido continua a ser um problema para as mulheres?
A libido é multifatorial, a idade é um fator de peso, porque está relacionada com alterações físicas importantes, nomeadamente a menopausa, que causa ressecamento vaginal, uma diminuição a pique das hormonas relacionadas com a reprodução e o corpo. Mas eu tenho raparigas de 25-30 anos que vêm à consulta com queixas de um decréscimo de desejo sexual. Porquê? Há muita coisa envolvida: a longevidade da relação (nas relações mais longas tende a haver um decréscimo de desejo, especialmente por parte das mulheres), mas há outros fatores, como o stresse, os filhos, as tarefas domésticas… Esta libido mais baixa também tem a ver com uma sobrecarga que nós continuamos a ter relativamente às tarefas domésticas e logísticas. Isto está a mudar, felizmente, mas a divisão igualitária das tarefas domésticas está longe de ser uma realidade. Obviamente, se eu passo o dia a pensar no meu trabalho, na lista de compras, nos miúdos que tenho de ir buscar ou levar à escola, na roupa para lavar, no jantar, em arrumar a cozinha… Tudo isto pressiona as mulheres a vários níveis, e é inevitável que tenha impacto no desejo sexual. O desejo precisa de liberdade mental, precisa de se desligar dos problemas da vida. Há um estudo, que saiu em 2022, onde se concluía que nos casais heterossexuais que não partilham as tarefas domésticas o desejo tende a ser inferior. A mulher está sobrecarregada, sente-se objetificada, e isso tem influência no desejo.

O tema da edição é amor, persiste a ideia de que, para as mulheres, o sexo não é dissociado de amor?
Continua a assumir-se que para a mulher o sexo só deve acontecer num contexto de relação amorosa, de estabilidade, embora se fale cada vez mais no sexo casual e em amigos coloridos, de querermos só partilhar experiências sexuais com alguém sem haver um aprofundamento dessa relação ou criar-se uma relação estável. Esther Perel, uma psicóloga belga de quem gosto muito, diz uma coisa interessante: “Aos homens diz-se ‘tens de ter muito sexo e muitas mulheres’, e às mulheres ‘tens de encontrar o amor’. Ela afirma que, se calhar, as mulheres usam o amor para chegar ao sexo, porque foi assim que lhes disseram que podiam; e os homens usam o sexo para chegar ao amor e intimidade, porque a eles não lhes falam nisso. Tem a ver com os papéis que nos foram ensinados.
A única coisa que tem mesmo de acontecer para uma mulher ter sexo com alguém é: vontade, proteção (essencial), consciência de consentimento e limites. Havendo respeito mútuo, porque não usufruir do meu corpo como eu bem entender com outra pessoa? Há quem diga que o amor traz outro tipo de cumplicidade e conhecimento mútuo que o sexo casual não traz, tudo bem, mas a escolha tem de ser minha, posso não querer essa intimidade, posso só querer uma coisa rápida e ir embora. Isto não é uma banalização do sexo, é um questionamento sobre como eu quero explorar o meu corpo, e poder escolher isso. Será que ter sexo com o marido sem vontade não é banalizá-lo mais?

Fala-se no empoderamento feminino e no direito ao prazer das mulheres e logo surgem os Incels (de ‘involuntary celibate’, ou celibatários involuntários) e homens que reclamam “direito ao sexo”…
Isto dos Incels não é um tema que eu tenha aprofundado muito, confesso, mas são homens que se sentem rejeitados pelas mulheres. Têm um certo ódio às mulheres porque acham que elas só gostam de um determinado tipo de homem e por isso eles não têm acesso a relações. Ao não conseguirmos relacionarmo-nos com outras pessoas, assumimos que o problema são os outros. Ninguém tem ‘direito ao sexo’ inerentemente. O sexo surge de uma interação positiva com outras pessoas, a vontade e desejo sexual de um e de outro, de um encontro de interesses. Ninguém tem direito ao sexo porque nasceu homem.

Tomar consciência de que continua a haver um machismo que é intrínseco a todos nós é dar o primeiro passo para o desconstruir.”

Há pesquisas que revelam que, atualmente, as pessoas entre os 20 e os 40 anos fazem menos sexo do que outras gerações quando tinham a mesma idade. Porque isto acontece?
As redes sociais vieram trazer um lugar de interação através do ecrã e muitas vezes as pessoas acabam por refugiar-se e obter daí prazer e preenchimento relacional, sem interação real. Também virá do facto de não termos de ser pais aos 25 anos, há outros objetivos que se colocam à frente, o movimento feminista também veio trazer isso. Depois, os nossos pais na nossa idade tinham muito mais sexo que nós porque já eram casados, e muitos deles tinham a sua casa, um lugar onde isso poderia acontecer natural e livremente. Agora, há muitas pessoas com 25-30 anos a viver em casa dos pais. Os trabalhos são precários, os créditos à habitação e rendas são altíssimos, e quando não há um local onde se possa estar à vontade torna-se mais complicado trazer, aos 30 ou 35 anos, uma rapariga ou rapaz para casa dos pais.

Em relação aos adolescentes, que erros estamos a cometer nas questões de sexualidade, tanto como pais e como sociedade?
Ao nível da sociedade, temos a lacuna da educação sexual, que não é só falar sobre sexo, é sobre consentimento, limites, diversidade de orientação sexual, de identidade de género, sinais de uma relação abusiva… tudo isto, mas a lei de 2009 continua a não ser aplicada porque é um tema tabu, porque não há profissionais adequados, porque há muitos pais que se opõem porque acham que a educação sexual vai fazer com que os filhos queiram ter sexo desenfreadamente, o que está absolutamente errado. Estudos comparativos entre escolas, onde numas foram dadas aulas de educação sexual e noutras não, verificou-se que os jovens tendem a iniciar a vida sexual mais tarde nas primeiras porque fazem escolhas informadas.
Em relação aos pais, eles fazem aquilo que podem com aquilo que receberam e não é fácil nós desconstruirmo-nos e trazer uma abertura muito grande quando não a tivemos. Mas é muito importante ter a consciência de alguns conceitos básicos: o consentimento, não fazer nada que a outra pessoa não queira; saber ler os sinais, a igualdade de género, respeito por pessoas independentemente da cor, género ou orientação sexual; sexo protegido, o que isso significa. É importante deixar a porta aberta para uma conversa, porque os miúdos retraem-se de falar sobre estes assuntos mais íntimos, e a adolescência é um momento de muito rebuliço e vergonha. Os pais devem oferecer-se para esclarecer qualquer dúvida.

Há pais que acham que os filhos, sobretudo os rapazes, podem aprender sobre sexo com a pornografia, como aconteceu com eles…
A pornografia é, para a maioria dos jovens, o primeiro contato que têm com uma imagem do que é o sexo, mas aquilo não é a realidade, é uma realidade encenada, uma representação que tem muitas vezes uma imagem muito machista do sexo. A pornografia pode ser uma deseducação sexual.

Tem mais de 315 mil seguidores no Instagram, quais são os temas com mais feedback positivo?
Os temas vão ao encontro das questões que as pessoas têm, a importância da comunicação, os sinais de uma relação abusiva… nunca é só sobre sexo. Há também muitas questões sobre prazer, as formas para ter orgasmos mais facilmente, porque não consigo ter orgasmos… Este tipo de informação faz as mulheres sentirem-se menos sozinhas, porque julgam que são as únicas com esse problema. E quando eu trago essa informação fidedigna factual, e ao mesmo tempo divertida, isso cria uma relação de proximidade com o meu público. Acho que as pessoas se sentem ajudadas e por isso eu também continuo porque sinto que sou útil, seja porque chegam a conclusões que nunca tinham chegado, ou seguem o conselho de usar um brinquedo sexual que as faz ter o seu primeiro orgasmo. Isso é incrível, porque o prazer sexual é uma parte integrante da nossa felicidade.

O sexo surge de um encontro de interesses. Ninguém tem ‘direito ao sexo’ porque nasceu homem.”

O top 4 a que as mulheres devem ter atenção para manter uma libido saudável e trazer prazer sexual para o seu quotidiano?
1. Autocuidado. Fazermos coisas por nós, que nos dão prazer, além do sexo, o prazer é mais abrangente, acender umas velas perfumadas e tomar um banho de imersão, acolher-me como acolho uma amiga.
2. Trabalhar a autoestima, o meu amor próprio, olhar para o espelho e identificar aquilo que gosto. Nós somos muito rápidas a identificar aquilo de que não gostamos porque é isso que nos ensinam.
3. Explorar o seu corpo. Pode ser constrangedor ou estranho, mas leia um conto erótico, veja um filme erótico, use um brinquedo sexual…
4. Para quem está numa relação: comunicar. Não finja orgasmos, estamos a dizer que uma coisa está a ser boa quando não está. Comunicar não é criticar, pode ser ‘olha quando fizeste aquilo foi ótimo’, ou manifestarmos com o corpo, com a respiração ou gemido, há muitas formas de darmos a entender que está a ser bom. Comunicação na vida e no sexo é essencial para termos mais prazer.


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