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O que é a Síndrome da Boca Ardente?
A Síndrome da Boca Ardente é uma patologia da boca que causa ardor, boca seca e alteração do paladar.
Quais são os sintomas da Síndrome da Boca Ardente? O ardor é, habitualmente, o primeiro sintoma e ocorre quase diariamente – com agravamento ao longo do dia – sendo mais intenso ao fim da tarde e à noite. É, habitualmente, descrito como “fogo dentro da língua”, provocando uma sensação de boca seca que surge quase simultaneamente ao ardor, dando origem a um enorme desconforto e, como consequência, à diminuição da qualidade de vida dos doentes. Esta patologia, inicialmente, afeta a língua, mas com o desenvolvimento da síndrome pode generalizar-se a toda a mucosa da boca e até garganta.
Em termos de prevenção, será essencial realizar o autoexame da cavidade oral e, caso se observe ardor durante mais de 2 a 3 semanas, aconselha-se que procure ajuda junto de um especialista.
Um facto curioso é que quando as pessoas olham para a sua boca, parece estar tudo “normal”!
Quais as causas da Síndrome da Boca Ardente?
A Síndrome da Boca Ardente tem uma origem multifatorial. Os fatores causais incluem alterações hormonais (menopausa nas mulheres e andropausa nos homens, bem como patologia endócrina como a diabetes) e mecanismos neuropáticos (com origem nos nervos). Estão também associados a esta síndrome fatores psicológicos e emocionais, nomeadamente a ansiedade.
Um outro factor curioso é que a Síndrome da Boca Ardente não é contagiosa – uma dúvida que ainda é muito frequente!
Existe tratamento para a Síndrome da Boca Ardente?
Sendo uma síndrome multifatorial, o tratamento passa obrigatoriamente pela investigação detalhada e abordagem de todos os fatores que originam. Assim, é necessário ter em conta diferentes estratégias terapêuticas:
• Farmacológica
• Suplementação
• Cuidados alimentares
• Alterações nos cuidados de higiene oral
• Gestão de ansiedade
• Tratamento de candidíase oral
• Laser de baixa intensidade
Mais um facto curioso é que a Síndrome da Boca Ardente afeta cerca de 2% da população geral e 6% da população na Europa. Em termos de prevalência, são as mulheres que registam o maior número de caso, sendo que estes aumentam consideravelmente para 12-15% nas mulheres após menopausa.