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Vivemos numa sociedade que ainda sofre com o impacto negativo do racismo institucional. Uma realidade difícil de digerir para quem acredita e luta por um mundo mais justo. 

Pior do que lidar com este cenário é explicar determinados acontecimentos e notícias aos mais novos, nomeadamente os que envolvem racismo e (in)justiça social. Para levar a conversa a bom porto, de forma aberta e honesta, a organização internacional não operada pelo governo Save The Children deixa algumas dicas.

Como falar com crianças sobre racismo

  • Refletir sobre o que sabe. Comece com o reconhecimento de que as suas próprias crenças, preconceitos e entendimentos de raça, desigualdade, classe e identidade são importantes. As suas experiências vividas, o seu nível de privilégio e como interpreta os eventos atuais podem influenciar a maneira como fala com os seus filhos sobre esses assuntos. Antes de iniciar uma conversa com crianças sobre racismo, reserve tempo para educar-se e refletir;

  • Pesquisar. Não se espera que seja uma especialista, mas assuma a responsabilidade de informar-se. Estes assuntos são difíceis por uma variedade de razões e é importante compreender que se trata de um processo de aprendizagem. Todos temos algo a aprender;

  • Reconhecer o que não sabe. Não há problema em não saber como responder a uma pergunta feita pelo seu filho. Diga-lhe que vai aprofundar conhecimentos e aprendam juntos. Encoraje-o a continuar a fazer perguntas. 

  • Limitar a exposição aos meios de comunicação e às redes sociais. É importante que as crianças compreendam o que se passa no mundo, mas lembre-se de que as imagens retratadas nas notícias e online podem causar medo e ansiedade (tanto aos pais como aos filhos).

  • Ouvir e encorajar. Que perguntas faz o seu filho? O que ele já sabe? O que o preocupa? Partilhe livros, histórias e filmes apropriados para a idade dele(a), sobre diferentes sociedades, culturas e ideais, de modo a encorajá-lo a falar livremente sobre justiça social e outros temas; 

  • Monitorizar emoções. Perceba quando a criança se sente assoberbada e é preciso fazer ajustes. Diga-lhe que continuará a falar sobre estes assuntos e ela deve fazer o mesmo;

  • Corrigir informações erradas. Corrija perceções erróneas e desinformações que o mundo tem sobre pessoas de uma raça diferente. Ajude o seu filho a entender melhor que ninguém é menos humano e devemos tratar todos com justiça, respeito e gentileza;

  • Falar sobre raça de formas apropriadas para a idade    
    — Para pré-escolares:
    nessa idade, o seu filho pode começar a perceber e apontar diferenças nas pessoas ao seu redor. Se ele perguntar sobre o tom de pele de alguém, pode dizer: “Não é maravilhoso que sejamos todos tão diferentes?” Também pode comparar os vossos braços e mostrar-lhe as diferenças de tons de pele dentro da vossa família.

    — Para crianças do ensino primário: esta é a idade em que é importante ter conversas abertas com o seu filho sobre raça, diversidade e racismo. Discutir esses tópicos ajudá-lo-á a olhar para si como uma fonte confiável de informações sobre o assunto, e ele poderá procurá-lo em caso de dúvidas. Aponte os estereótipos e preconceitos raciais nos meios de comunicação e livros como, por exemplo, os vilões ou “bandidos” nos filmes.

    Se o seu filho fizer comentários ou perguntas sobre raça com base em incidentes escolares, ou algo que leu, ou assistiu: aprofunde a discussão com perguntas como: “Como te sentes relativamente a isso?” e ”Quais são os motivos para achares isso?”. Questões que também serão úteis se o seu filho ouvir algo insensível, ou se ele próprio sentiu preconceito racial. Antes de responder à sua declaração ou pergunta, descubra de onde veio e o que significa a perspetiva dele.
  • Reconhecer o que a criança sente. O seu filho pode sentir-se assustado, chocado, revoltado e confuso com o que se passa no mundo — e não há problema nenhum nisso. Encoraje-o a falar sobre esses sentimentos com alguém de confiança;

  • Ser paciente. Se o seu filho não conseguir expressar como se sente, ou se as coisas não fizerem sentido, também não há problema. Processar estas informações pode levar tempo; 

  • Dar um bom exemplo. À medida que as crianças crescem, elas começam a refletir de maneira mais consistente as opiniões e os comportamentos das pessoas que lhes são mais próximas. Normalmente, procuram os membros da família, mas também aprendem com professores, treinadores e as opiniões — explícitas e implícitas — expostas nos meios de comunicação. Estereótipos, piadas à custa dos outros, comentários subtis e não tão subtis de desagrado ou desdém podem moldar as opiniões das crianças. A ausência de expressões ou imagens positivas também é importante, então ajude a moldar um comportamento atencioso e inclusivo;

  •  Reconheça o que está ao seu alcance. Pense no que pode fazer, pessoalmente, para agir e defender o que é certo.

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