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Se já olha para a sua colecção de namorados com olhos de quem se fartou de andar à procura do príncipe perfeito, se começou secretamente a invejar o casamento de 50 anos dos seus avós, se ao fim de 10 anos de casamento percebeu finalmente que o seu amor resistiu a ventos e tufões e que a estabilidade emocional compensa… então este artigo é para si. O ideal seria encontrar a alma gémea num elevador ou esbarrar com ele no supermercado, como nas comédias românticas de domingo, e ficar casadinha e feliz para todo o sempre. Mas as relações estáveis são como a maratona: há muitos quilómetros a percorrer, por isso é preciso muito esforço, paciência, não deixar de ir aos treinos e ter um plano para sair vitoriosa.

Auto-estima: O seu primeiro amor é você mesma

– Uma mulher segura “cheira-se” a milhas e essa confiança é afrodisíaca. A primeira relação de sedução deve ser consigo. O primeiro flirt começa ao espelho. A primeira pessoa a respeitar é a si própria. Quando estiver preparada para se amar, os outros também estarão.

– Resista com unhas e dentes à auto-flagelação, a ter pena de si mesma, a perguntar se está muito gorda, muito feia, a ficar velha, a dizer que não tem talento, que não consegue. Os homens têm pouca paciência para esse tipo de conversa e é melhor não testar o poder de resistência do seu rapaz.

– Se acha que pertence àquele género de mulher que atrai sempre o homem errado, provavelmente é porque a sua auto-estima está no fundo do poço. Reveja o seu passado afectivo: quantas relações terminaram consigo desfeita, cada vez mais dependente do parceiro e a suportar coisas que nunca pensou ter de suportar? Depois é tudo uma questão de determinar se quer passar por tudo outra vez. Se quer saber mais sobre o assunto, recomendamos-lhe o livro “Mulheres que Amam Demais”, da psicoterapeuta norte-americana Robin Norwood., editado pela Sinais de Fogo.

Sedução: uma arte diária

– Se o nosso corpo é o nosso templo, é bom deixá-lo sempre pronto para rituais de adoração. Por mais trabalho que dê ou por mais fútil que pareça, é preciso tratar da ‘embalagem’. Uma das ideias mais erradas nas relações é que só precisamos de nos esforçar por deixar o parceiro louco de desejo antes dele/a nos dizer “Quero casar contigo e ter filhos teus”. Seduzir é uma missão diária, mesmo para quem está casado há 30 anos.

– Mas trate tão bem do espírito como trata do corpo. É claro que uma carinha bonita e curvas perigosas arrastam legiões de homens mas, como dizia António Variações, quem “trata muito da fachada mas por dentro não trata nada”, não dura 10 minutos num concurso de charme. Mulheres inteligentes, sensíveis e capazes de conversas interessantes, essas sim, são irresistíveis.

– Uma das melhores técnicas de sedução é a surpresa. Sobretudo quando por ‘surpresa’ se entende uma casa vazia, um programa diferente de serão a dois e uma lingerie novinha em folha.

Comunicação: Digam o que vos vai na alma

– Cultive a empatia: veja as coisas com os olhos dele, estude-lhe as expressões, sonde-lhe os gestos. As nossas avós diziam, e com alguma razão que “a palavra é de prata e o silêncio de ouro”. Não é um incentivo à subserviência, descanse. É que, grande parte da comunicação entre um casal realmente sintonizado, faz-se de forma não verbal, por olhares cúmplices e sorrisos telepáticos.

– Abordem os assuntos com franqueza e sem rodeios. Não espere que ele lhe adivinhe as verdadeiras intenções. Do mesmo modo advirta-o logo de início que não tem poderes mediúnicos: convide-o abertamente a expressar vontades e sentimentos. O homens têm, de um modo geral, mais dificuldade em expressar os sentimentos do que as mulheres.

– Seja afirmativa e confiante mas lembre-se de que ninguém está sempre 100% certo, a toda a hora. O “nunca me engano e raramente tenho dúvidas” não aguenta relações. O contrário também vale: não peça desculpas por estar viva, por ter interrompido o jogo de futebol, por ter opiniões, por dar ideias, por respirar e estar viva.

– Ouça mais, mostre-se interessada, dê opiniões. A apatia mata os maiores amores.

– Aprender a pedir desculpas é uma das lições mais importantes de uma vida partilhada. Quando não admitimos que nos enganámos, estamos a passar à frente de uma boa oportunidade para fazermos um up-grade à personalidade – que é como quem diz, ter a versão revista, aumentada e melhorada de si mesma.

Brigas: pôr água na fervura

– Atirar a matar e só depois fazer as perguntas nunca foi boa estratégia para tirar as coisas a limpo. Toda a gente merece uma oportunidade de se explicar… com calma e num tom de voz baixo.

– Estratégia infalível para não perder o controlo: respire fundo, conte até 10 (em casos pontuais vale até 50… e em sentido decrescente!) e exponha os seus argumentos sem se alterar. Resulta sempre.

– Não aceite passivamente acusações e violência verbal gratuitas. Contra-argumente sempre, mas sem perder a calma. Se não resultar, talvez esteja na hora de reavaliar se essa é a melhor relação para si.

– Às vezes é preciso sair de cena quando uma discussão chega a um impasse. Nem que seja só para ir passear o cão à rua! É preciso dar um tempo a cada parte para se refazer e reerguer, para preparar perdões e reparar o mal que foi feito.

Lazer e Bom Humor: Divirtam-se juntos

– Partilhar um bom sentido de humor é meio caminho andado para a empatia entre o casal. Perdê-lo é tão mau como perder desejo sexual. Por isso, cultivem o lado divertido da vossa relação. Riam muito juntos. É quase tão bom como sexo.

– Nos relacionamentos duradouros, os parceiros têm sempre interesses ou passatempos em comum: um casal de cinéfilos partilha a sua paixão por cinema; os mais activos saem para correr nas manhãs de fim-de-semana ou dão caminhadas juntos; os amantes aventureiros viajam a dois.

– A imaginação é o Filtro do Amor Eterno e a única maneira de acabar com a monotonia. Nada se consegue sem puxar pela cabeça. Trabalhos de casa: pensem numa coisa diferente para fazer, apenas a dois, uma vez por semana. Podem ser coisas pequenas como levantarem-se cedo para tomar o pequeno-almoço, juntos e com calma, a uma segunda-feira; dar um passeio na praia ao domingo, jogar strip-pocker ao sábado à noite, deixar uma mensagem sexy no gravador de chamadas do telemóvel dele (e ele na sua).

Ciúmes: o sal do amor?

-“Numa dose normal, o ciúme pode ser um sentimento positivo, que nos estimula. Numa dose excessiva torna-se desejo de posse e de controlo, uma atitude simultaneamente infantil e aterradora. Infantil porque fala a linguagem da omnipotência da criança, em torno da qual tudo deve girar. Aterradora porque, na idade adulta, a força é redobrada.” Estas são as sábias palavras que Gerard Leleu, francês e psicoterapeuta do casal, incluíu no seu livro ‘O Casal e a Fidelidade’, da Âmbar.

– O ciúme tem a vantagem de ser um óptimo antídoto para quem pensa ter o parceiro como um dado garantido: passa a esforçar-se mais e a deixar de ser negligente. No entanto, como todos os remédios, é preciso ser dado com conta peso e medida e em doses terapêuticas.

– Por isso, se ele começou a torcer o nariz às suas conversas sobre o João da contabilidade, e você até acha piada à estratégia, é bom ter cuidado. Provocar a fera que há no seu companheiro, pode ser como dar um tiro no pé. É preciso cuidado, sobretudo com os ‘falsos ciumentos’, como lhes chama Leleu: os que dizem não padecer desse mal, mas que só recalcam o sentimento. “Mal sentem uma virtualidade de infidelidade, rompem sem apelo nem agravo.”

– Proíba-se de remexer bolsos e carteiras, gavetas e armários. “Não é fazer como a avestruz, é respeitar-se e proteger-se de sentimentos inúteis”, diz Gerard Leleu. Relações felizes assentam em confiança e respeito. Também não lhe perdoaria se ele violasse a sua correspondência ou revistasse os seus pertences.

– Leleu observa, ainda, como é quase sempre melhor encarar os nossos medos e aconselha os companheiros ciumentos a conhecerem (ou pelo menos verem quem é) o seu/ sua rival. Provavelmente, vai perceber que não vale a pena temê-la.

Dinheiro: Evitem as discussões financeiras

– Esqueça a máxima “um amor e uma cabana”. Pode até funcionar nos primeiros tempos, mas só quando se é muito jovem e inconsequente. A menos que tencionem alimentar-se de lingerie comestível…

– Antes de começarem a viver juntos, falem das relações que ambos têm com o dinheiro e descubram quem é gastador ou forreta, racional ou pouco dado a sacrifícios para poupar. Muitos amores eternos se desfazem e almas gémeas percebem que afinal não são mesmo nada siamesas, depois de desperdiçarem demasiado tempo a discutir por causa de contas de luz e rendas de casa. E quanto mais escassos forem os recursos, pior.

– Antes de juntarem os trapinhos cheguem a acordo em relação à forma de pagar as contas. A forma ideal para os primeiros tempos é racharem despesas e cada qual manter a sua conta. Também há casais que preferem juntar logo os seus rendimentos num só ‘bolo’ bancário, num espírito “o que meu é nosso”.

– Evitem situações em que, na hora dos pagamentos, só um se chega à frente.

– Lembre-se que, se os vossos feitios financeiros são completamente inconciliáveis, vai ser difícil operar mudanças com o tempo.

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