O cartaz do Vodafone Mexefest era demasiado bom para ficarmos em casa aconchegadas no sofá a ouvir a chuva lá fora. Calçámos novamente as sapatilhas e rumámos para a Avenida de Liberdade para mais um dia de festival. Ainda por cima, era a noite mais aguardada, com os artistas mais esperados do cartaz. Portanto, tínhamos todos os motivos para sair de casa e deixar novamente os saltos altos de lado.

Dia 26 de novembro foi também dia de inauguração das luzes de Natal na capital, cujo tema, este ano, é o circo, não faltando iluminação com imagens de carrosséis, cavalos, chapéus de chuva, árvores gigantes, entre outros motivos. A juntar à iluminação natalícia haviam as luzes vermelhas do Vodafone Mexefest que estavam nos locais que serviam de palco aos concertos. Ambas estiveram em sintonia dando vida e compasso às ruas do coração daquela cidade.

2ª Noite

Para começar a noite, dirigimo-nos para o Teatro Tivoli para ouvir a cantora brasileira de 24 anos, Mallu Magalhães. Com a sala completamente esgotada, e ainda com pessoas na fila à espera para um lugar na plateia, o pano subiu por volta das 20h50 e, em palco, surgiu Mallu Magalhães. Que lindo é o seu sorriso, que bonita é a sua voz! Com o seu assobio singular, acompanhado pelos acordes da guitarra acústica, Mallu cativOU o público presente, e as palmas ritmadas embalaram numa só voz as melodias da cantora. Sempre a sorrir e sempre a encantar, desabafou:

“Obrigada Lisboa por me receberes outra vez. Uma cidade que, aos poucos, vou chamando de minha, afinal foi a cidade onde a minha filha nasceu!”

De seguida, fomos para sul, em direção ao Coliseu dos Recreios, para ouvir a ‘mulher do fim do mundo’, Elza Soares. Como não poderia deixar de ser, esta cantora deu um espetáculo de cortar a respiração, e não foi um espetáculo qualquer… Esta diva da música estava sentada numa cadeira – como uma verdadeira rainha no seu trono -, de gola de pêlo ao pescoço, luvas pretas e um vestido de cabedal preto longo, que percorria o seu ‘território’ desde a cadeira onde estava sentada até ao final do palco. Apenas com o microfone na mão, Elza Soares levou o Coliseu dos Recreios a um outro mundo que ainda não tinhamos descoberto.

“Gritos, quero ouvir gritos” era o que a cantora, de cabelo e de lábios roxos, clamava para todos os presentes na Arena do Coliseu. “Quero cantar até ao fim, vou cantar até ao fim”.

Durante a sua atuação, Elza Soares fez referência a temas como discriminação racial, violência doméstica e à fome. Afinal, esta diva nasceu numa favela no Brasil e hoje é uma rainha com o seu próprio trono musical.

No concerto mais aguardado do festival, a cantora brasileira de 79 anos, Elza Soares, fez magia sem se dar conta que estava a fazê-la, fazendo chegar a sua energia musical da sua cadeira a todo o Coliseu, que estava esgotadíssimo. Não havia ninguém desconcentrado, aliás, haviam pessoas com lágrimas a escorrer pelo rosto e de mãos ao peito cantanto juntamente com a voz rouca da ‘mulher do fim do mundo’. Este concerto superou todas as expectativas e não queríamos que chegasse ao fim.

Mas abandonámos o Coliseu dos Recreios para irmos assistir o concerto de Mayra Andrade, no Cine-Teatro Capitólio. Desta vez, a música cabo-verdiana invadiu o festival com uma ajuda da cantora de 31 anos. De cabelo apanhado e de vestido cinzento elegante, esta artista dançou e embalou o público português com as suas cordas vocais e com os seus passos de dança.

De seguida, fomos ouvir um pouco de jazz na Casa Alentejo, com a banda TaxiWars. Num ambiente super sofisticado, o jazz gerou criatividade entre os artistas e os fãs naquela sala chique e ninguém resistiu a ser embalado ao som do saxofone e da bateria que ecoava no palco.

E, por último, regressámos ao Coliseu dos Recreios para ouvir Branko. Um dos ex-membros da banda Buraka Som Sistema, João Barbosa. Este músico decidiu apostar numa carreira a solo e apresentou, no palco do Vodafone Mexefest, o seu primeiro álbum ‘Atlas’.

E assim terminou mais uma edição do Vodafone Mexefest. Cheia de estilo, com vários géneros musicais, sentimentos díspares, foi sem dúvida um festival que irá ficar na história da música em Portugal, e da nossa também.

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