Assim que saio do comboio bala e vejo aquela quantidade de gente penso: “ok, isto não é para fraquinhos!”
Vou ficar em Tóquio por sete dias. Ao início achei que seria demasiado, mas a verdade é que não é. Só para terem uma noção a área metropolitana de Tóquio tem mais de 37 milhões de habitantes e uma área maior que Nova Iorque, Paris e Londres juntas. É verdade que as deslocações são rápidas mas os bairros que quero visitar são tantos, pelo menos uns dez, que sete dias não é nenhuma loucura. Já para não falar das lojas, cafés, mercados e outras atracções que vou visitar.
Para organizar melhor esta visita e agilizar tudo da melhor forma decidi ficar em dois pontos da cidade. Começo por dormir em Ginza por quatro noites, assim visito a zona sul e o tão famoso mercado de Tsukiji (mercado do peixe e leilão de atum).
Logo que chego ao hotel, a recepcionista pergunta-me se já estive em Tóquio e diz para me preparar porque é um shopping a céu aberto. Eu sorrio e penso, um shopping?! Isto é uma loucura a céu aberto, têm mesmo a certeza que isto existe?
Imaginem uma cidade onde há filas em tudo, mas mesmo tudo, até na florista! Há lojas de tudo e para tudo, há centros comerciais abertos 24 horas, há letreiros no metro a avisar que podem chocar tal é o número de gente, há polícia em todas as passadeiras, têm três casas de karaoke por “metro quadrado”, os cães andam vestidos e em carrinhos como se fossem bebés, toda a gente veste o que quer e lhe apetece, anda quase tudo de troley para não ter muito peso na mala pois o desporto preferido é comprar e o pikachu domina esta ilha! Não domina nada, era só para acabar porque não consigo escrever tudo.
Nestas primeiras quatro noites visitei Ginza, o bairro caro da cidade. Cheio de restaurantes franceses e lojas de marca, onde as montras são verdadeiras obras de arte e os edifícios são tão bonitos que parecem frascos de perfume.
Também fui a Akihabara, bairro única e exclusivamente dedicado a bonecos, jogos e coisas electrónicas. Este é um dos imperdíveis, a cabeça fica tonta com tanta informação de luz e cor. Chega a haver lojas só de autocolantes coleccionáveis com quatro andares.
Visitei Odaiba, uma ilha artificial construída pelo governo, onde decidiram construir mais shoppings, coisa que fazia muita falta, e áreas de lazer com uma praia artificial e até uma réplica da estátua da liberdade. É muito bonito de se visitar ao anoitecer para ver as luzes da cidade e fazer o regresso de barco.
Visitei na zona sul, Omotesando, o apelidado bairro cool, cheio de galerias e marcas diferentes. Fui ainda a Ueno, um parque agradável onde fica o Zoo de Tóquio e ao bairro de Asakusa onde fiz óptimas compras para oferecer e a bons preços.
Fechados os bairros nesta primeira fase em Tóquio, vamos então falar do afamado mercado Tsukiji. Este mercado é tão famoso pelos seus leilões de atum que para conseguir uma senha para assistir ao leilão é quase impossível. Eu vou confessar, DESISTI… passei duas noites pela fila e às 00.00 horas já tinha uma fila enorme. Tendo em conta que o primeiro leilão começava por vou das 5.00 da madrugada achei que seria uma loucura. Troquei o atum pelo Doraemon e fui jogar nas máquinas! 🙂
Visitei só o mercado pela manhã e vale mesmo a pena, as filas para comer o peixe mais fresco logo às 8.00 impressionou me muito. Comprei alguns ingredientes para me aventurar na minha cozinha e tive muita pena de não poder levar peixe na geleira, mas respirei fundo e pensei: “Tu tem calma que não estás em Quarteira ou em Peniche!”
Regresso à escrita para vos falar dos outros bairros que vou visitar e como foi passar o meu aniversário na passadeira mais famosa do Mundo.
Ohayō gozaimasu, bom dia!
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