
Basta olhar para uma prateleira onde estejam vários tipos de mel para perceber que eles não são todos exatamente iguais. E as diferenças não são só à vista. Tal como acontece com outros produtos naturais, como o azeite ou o vinho, as origens de cada mel dão-lhe características distintivas. O aroma, sabor e cor são influenciados pelas flores de onde o néctar é recolhido pelas abelhas e a sua consistência depende da forma como é extraído e trabalhado pelos apicultores. A consistência também reage à temperatura ambiente: o mel pode solidificar quando faz muito frio, mas basta aquecê-lo ligeiramente num banho-maria morno para ele reverter à sua fluidez inicial.
A VARIEDADE CERTA PARA CADA PRATO
Embora tecnicamente o mel provenha sempre do néctar de uma flor, é costume dividi-lo em três categorias: de flores (flores campestres selvagens, urze.), de ervas (rosmaninho, tomilho, alfazema.) e de árvores (eucalipto, flor de laranjeira, acácia, figueira, flor de macieira.). Todos eles têm sabores diferentes mas que não ref letem tal qual a flor que lhes deu origem, ou seja: um mel de alfazema ou de eucalipto não cheiram nem sabem a essas plantas, mas são bastante diferentes do de rosmaninho ou urze.
De um modo geral, quanto mais escuro é o mel, mais intenso o seu sabor e mais marcado o seu aroma. Pode jogar com esse facto para realçar ou complementar cada prato. O ideal é ir fazendo as suas próprias experiências e combinações até descobrir aquelas que funcionam para o seu paladar, mas damos-lhe algumas pistas como ponto de partida:
. para pratos agridoces, ricos em especiarias, experimente um mel de urze ou tomilho: o seu gosto intenso não se deixará abafar pelos outros temperos.
. o delicado mel de acácia tem um gosto subtil que o torna ideal para adoçar iogurtes e contrabalançar os temperos acres/ácidos dos pratos agridoces e vinagretas. Também combina na perfeição com requeijão.
. o mel de rosmaninho é o ‘todo o terreno’ do mel: tanto pode usá-lo nas maçãs assadas como num bolo em substituição do açúcar, para confitar cebola ou regar uma piza com rúcula e queijo de cabra.
Se quer substituir o açúcar por mel numa receita, tenha em conta que este é bem mais doce, portanto comece por experimentar substituir apenas metade do açúcar, reduzindo as quantidades, e depois vá afinando ao seu gosto.
Por exemplo, se a receita indica 4 colheres de açúcar, use 2 de açúcar e 1 de mel.
Prefira mel biológico e o menos adulterado possível. É mais rico em nutrientes, tem menos resíduos de pesticidas e costuma ser produzido de forma sustentável, o que ajuda a garantir a boa saúde e longevidade das colmeias. e também o futuro das abelhas, sem as quais a raça humana dificilmente sobreviveria.
As lojas Celeiro têm a maior variedade de mel biológico a preços acessíveis, o que permite construir um bom ‘fundo de despensa’ para as diversas utilizações.
EXPERIMENTE JUNTAR UMA COLHER DE MEL.
. ao molho vinagrete clássico para transformar uma salada de alface básica num acompanhamento gourmet
. ao molho de soja para achinesar umas costeletas de porco
. a um pouco de manteiga e água para saltear cubos de cenoura, nabo, pastinaca e outras raízes
. ao líquido da marinada do peru ou do frango
. a azeite e alho para tornar mais interessante um peixe assado no forno
. a azeite e especiarias para cobrir as coxinhas de frango antes de as dourar no forno
. a um pouco de manteiga e canela para fazer maçãs assadas especiais.