Recuperamos a entrevista de Ramia Abdulghani, refugiada síria a viver em Portugal, publicada na revista ACTIVA de Abril 2018. Passados quase 6 anos do seu relato inspirador, o sonho de Ramia concretizou-se. Tayybeh é hoje um sucesso confirmado: além de um projeto de catering, é um restaurante em Moscavide, sempre com casa cheia. Entretanto, Ramia e o marido, Alan Ghunim, fundaram também um projeto ligado à agricultura, a Quinta do Damasco, em Alcobaça.

Fotos: Paulo Miguel Martins

Saio do elevador no sétimo andar e facilmente identifico o apartamento de Ramia Abdulghani e Alan Ghunim, refugiados sírios em Portugal. Quatro pares de sapatos estão perfeitamente alinhados à porta. Os mais pequenos, de trazer por casa, anunciam que Maria, 7, e Marwan, 11, ainda se encontram na escola. Antes de entrar ‘estaciono’ os meus ténis em segunda fila. O casal de engenheiros informáticos de 35 anos recebe-me com um sorriso tão aberto quanto a luz matinal que invade a sala impecavelmente arrumada e com vista de esguelha para o Tejo. Sento-me com Ramia no sofá, Alan mantém-se à distância, no seu portátil, mas rapidamente se junta a nós, para servir de tradutor, acudindo mais à timidez de Ramia do que à sua dificuldade em falar, tanto inglês como português. Faz questão de dizer que não era suposto estar ali. “Eu queria ir-me embora mas a Ramia não deixou”, diz, em sua defesa e visivelmente divertido, o empreendedor, que tem também um MBA em Direito, é presidente da Associação Family of Refugees, é fundador da PortugalB2B (que pretende ser uma ponte entre as empresas portuguesas e o mercado do Médio Oriente) e CEO da Ibtekar, empresa de soluções de engenharia.

Durante toda a conversa, os momentos de boa disposição intercalam com o silêncio que obtenho em resposta sempre que falo do seu passado na Síria, onde, antes da guerra, tinha uma vida boa, apesar da ditadura. Ramia repete, em várias ocasiões que “agora está tudo melhor”. Não se refere ao país que deixou para trás em 2011, em plena tempestade e sem bonança à vista. No dia em que conversámos, Ghouta encontrava-se debaixo de fogo há já três dias, num longo massacre que viria a tornar-se numa das ofensivas mais sangrentas do regime de Bashar al-Assad contra os rebeldes. O “agora está tudo melhor” de Ramia também não se refere ao suposto cessar-fogo entretanto anunciado, na altura em que escrevo este artigo. Refere-se antes à sua situação em Portugal, onde encontrou uma nova casa para si e para a sua família, “uma casa para sempre”, como costuma dizer a pequena Maria, que saiu da Síria com apenas cinco meses.

Ramia fala de Portugal com um carinho que me comove e me enche de orgulho. Não perde uma oportunidade para desculpar os portugueses mais do que eu, que sou portuguesa. Como quando se recusaram a alugar-lhes uma casa. “Posso compreender o medo de alugar uma casa a pessoas que nem sequer têm um país para onde voltar.” Em Alfama, onde chegou em janeiro de 2015, encontrou a sua nova Damasco. “A minha primeira reação foi pensar em como Portugal era parecido com a Síria, especialmente Alfama, que me faz lembrar a parte antiga de Damasco. Quando vi as laranjeiras até fiz um vídeo para enviar à família.” São esse vídeos, juntamente com as mensagens e chamadas por Skype, a única ligação que Ramia mantém com a sua família, quando “eles não bloqueiam as comunicações”.

É assim há muitos anos e sem data prevista para o reencontro, ao vivo e a cores, com os pais, 4 irmãs e um irmão encurralados numa Síria em guerra (Ramia ainda tem um outro irmão na Turquia). Um ‘país-bomba’ ou ‘Call of Duty’ (o nome de um videojogo de guerra), como lhe chama o pequeno Marwan, que nos destroços da memória guarda da outra vida recordações do quarto e dos brinquedos.

Mas nesta vida Ramia não abdica dos sonhos. Para a Síria. Para os seus filhos. E também para si. Um ‘sonho português’ chamado Tayybeh. Cumprida a missão de obter um visto de residência em Portugal e garantirem a segurança dos seus dois filhos, Ramia chama agora a si a responsabilidade do sustento de outras três mulheres e respetivas famílias através de um projeto de catering e workshops de cozinha síria, que carece da cobertura mediática que têm tido outros projetos similares e do apoio indispensável de organismos oficiais. Mona, com cinco filhos, só fala árabe e não sabe escrever, e Lama e Reham saíram da Síria com 17 anos e não conseguiram acabar sequer o ensino secundário. “Encontrámos na comida uma linguagem comum. Todas sabemos cozinhar e eu tenho alguma experiência em gestão”, diz Ramia com fé no negócio ainda em fase de arranque mas com perfeita noção da urgência que existe em colocá-lo em velocidade de cruzeiro. “Mona já acabou o ano e meio de contrato com o governo português e se não conseguir provas de uma fonte estável de rendimento terá de abandonar Portugal.”

“Quer tomar alguma coisa, um café?”, pergunta Ramia depois de uma hora de conversa. Descarto gentilmente a cafeína, mas ainda assim tenho direito a um prato com vários doces típicos feitos por ela. Enquanto como, Alan explica-me o ritual do café da sua terra. “Lá, as visitas costumam durar entre 3 e 4 horas e servimos sempre um café de boas-vindas e um café de despedida. Cá, os portugueses ficam muito baralhados, como servimos só um café nunca percebem se quer dizer olá ou adeus.” (risos) Termino o que encaro como o baclava do adeus e volto aos meus sapatos, que me parecem agora mais confortáveis, fazendo o caminho de volta à minha vida mas decidida a não passar por cima de uma conversa que tinha tudo para ter um tom grave mas que surpreendeu pelas notas de esperança e determinação de quem perdeu (quase) tudo mas continua a ter tudo para dar.

Quando decidiu deixar a Síria?
Ficámos até as forças de Assad começarem a disparar sobre civis. Não sabíamos quando íamos morrer e quem é que nos ia matar. Não havia segurança, vivia-se com medo. O irmão de Alan viu o sogro ser morto no carro, mesmo ao lado dele, por snipers do governo só porque tinha barba. Tomámos a decisão pelos nossos filhos, queríamos um sítio seguro, onde pudessem crescer e sentirem-se livres. Vão ser precisos pelo menos 20 anos até a situação ficar melhor na Síria, nessa altura os nossos filhos terão 30 anos, não podíamos ficar ali.

Mas não vieram logo para cá.
Quando saímos da Síria não sabíamos para onde íamos. Acabámos por viver quatro anos no Qatar, onde trabalhei em gestão de tecnologias de informação numa escola do governo. Mas o Qatar é parecido com a Arábia Saudita no que toca à falta de respeito pelos direitos humanos. Vivemos à mercê de um patrocinador que controla toda a nossa vida ele tem que dar permissão para tudo, para viajar, conduzir… E se ele assim decidir podemos ser demitidos e obrigados a deixar o país em 24 horas. No Qatar conhecemos alguns portugueses, já tinha a ideia de que era um povo fácil, comunicativo.

Em Marrocos viveu dias difíceis.
Puseram-nos num centro de detenção do aeroporto de Casablanca, com emigrantes ilegais, durante cinco dias, em condições muito más. Foi horrível, não havia privacidade, não tínhamos sítio para dormir. Era janeiro, estava muito frio e nem sequer tínhamos cobertores. Até que um polícia teve misericórdia de mim e dos meus filhos e deixou-nos dormir em cadeiras numa outra sala do aeroporto, até verem que tínhamos os papéis em ordem e deixarem-nos viajar para Portugal.

Como foi a chegada a Portugal?
Não viemos integrados no programa para refugiados, por isso estávamos por nossa conta. A parte mais difícil foi não conhecermos a língua e de não sabermos nada acerca de como nos candidatarmos ao Estatuto de Refugiados.
O site do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras [SEF] não tinha muita informação, apenas a lei e em português, os países não estavam preparados para receber refugiados. Primeiro ficámos num hotel em Alfama, foram dias muito difíceis, a tentar descobrir o que fazer a seguir. Foi então que descobrimos o Serviço Jesuíta aos Refugiados e eles marcaram uma reunião no SEF. Chegámos em janeiro e a reunião ficou marcada para abril.

O que fizeram entretanto?
Não podíamos ficar no hotel. Nessa altura, graças aos portugueses que conheci no Qatar, sabia algumas palavras em português. Pesquisei na internet como podíamos alugar uma casa e encontrámos várias mas ninguém nos queria alugar, precisávamos de um contrato e para isso precisávamos de um NIF. Fui novamente procurar no Google como podíamos obter um. Cheguei a ser aliciada por uma mulher à porta das Finanças se lhe pagasse 100 euros, ela dar-me-ia um contribuinte logo ali. Tivemos sorte e acabámos por encontrar um chinês que nos alugou uma casa.

E começaram logo a trabalhar?
O primeiro ano e meio foi uma luta constante com o SEF, as escolas. É difícil conseguir um emprego com um visto de residência de apenas seis meses. Terminado esse período temos de nos candidatar a tudo outra vez, há muita burocracia. Agora já temos um visto de residência de 5 anos, o que torna tudo mais fácil.

Entretanto conheceu outras famílias sírias?
Não existe propriamente uma comunidade síria em Lisboa, os refugiados estão espalhados pelo país e muitos acabam por ir para a Alemanha, não porque têm lá família, como se costuma ouvir, mas porque aquele ano e meio de ‘contrato’ com o governo não é suficiente para reorganizarem as suas vidas e são obrigados a abandonar Portugal. Mas, sim, acabei por conhecer algumas famílias que vieram para cá através do programa para refugiados, mulheres que não falam a língua e que precisam de dinheiro para ficar em Portugal.

E assim nasceu a Tayybeh?
Sim, encontrámos na cozinha uma língua comum. A Mona não sabe português ou inglês e não sabe escrever árabe. Trabalhava numa quinta e veio para cá com 5 filhos. Lama e Reham têm 23 anos e não conseguiram acabar a escola na Síria. Eu tenho alguma experiência em gestão. Senti-me um pouco na obrigação de fazer alguma coisa por estas famílias. Estamos a trabalhar muito para tornar este negócio rentável. Trabalhei em várias empresas, mas nunca consegui mais do que contratos de seis meses. Agora estou mesmo empenhada em fazer com que a Tayybeh resulte.

E está a resultar?
Apresentámos pela primeira vez o projeto no Festival Todos, em setembro de 2017, e oficializámos a empresa a 1 de outubro, ainda estamos muito no princípio, e reinvestimos todo o dinheiro que fazemos. Temos feito caterings para almoços e jantares, muitos coffee breaks, cocktails. Levamos o almoço aos funcionários de uma empresa todas as quintas-feiras e em março organizámos o primeiro Workshop de Cozinha Síria, em parceria com a Lisbon Cooking Academy.

Como caracteriza a cozinha síria?
Ela tem origem numa civilização muito antiga – Damasco é a capital mais antiga do mundo. Um prato como Mjadara tem cerca de 5 mil anos, Abraão serviu-o à sua tribo. Há muitas variações, mas a sua vertente mais tradicional apareceu no começo do século XX, com a influência da culinária francesa e turca: muitos legumes frescos, carne de cordeiro e pastelaria. Com a Guerra Fria e o regime de Assad, o país fechou-se e perdemos ligação com o mundo, a cozinha libanesa prevaleceu.

Com quem aprendeu a cozinhar?
Herdamos das nossas mães, sogras e avós. É uma arte, porque na Síria não se trata apenas de comida mas de uma linguagem especial com as suas próprias regras.

O que aprendeu com a sua mãe?
A ter paciência, a superar as dificuldades da vida e a gerir as despesas de maneira sábia, a fazer pratos deliciosos, com todos os seus segredos. Também me ensinou a ser bem-sucedida na escola e no trabalho.

E com o seu pai?
O meu pai também é um lutador, passou a vida a trabalhar em dois empregos para nos garantir uma vida digna e uma boa educação.

Teve um infância confortável?
Uma infância normal, os meus pais faziam o seu melhor, não podiam dizer sim a tudo e nós sabíamos disso.

É formada em engenharia informática.
Sim, mas acabei a licenciatura já casada, com 2 filhos e a trabalhar. Consegui uma bolsa de estudos e fui para Hong Kong e quando voltei para a Síria consegui um emprego e interrompi a universidade. Apaixonei-me, casei-me e quando a nossa situação financeira melhorou, terminei o curso.

Como conheceu o seu marido?
Foi durante um acampamento de verão em Damasco. Prometemos estar juntos para sempre. Depois de 5 anos, casámos, com algumas dificuldades éramos tão jovens! Mas nós conseguimos e estamos juntos desde os 18 anos.

Além da família, do que é que sente mais saudades?
A família é a espinha dorsal de qualquer sírio. De resto, Portugal tem tudo o que a Síria tem: um bom clima, fruta, vegetais, natureza, a felicidade das pessoas, tolerância religiosa.

Dos refugiados a viver em Portugal, há alguma história que a tenha marcado especialmente?
Qualquer pessoa que deixa a sua casa, a sua história, e faz tudo para proteger a sua vida e a dos seus filhos, convivendo de perto com a morte várias vezes durante essa viagem, merece todo o nosso respeito e lágrimas.

O melhor e o pior de viver em Portugal.
O melhor é não sentir discriminação nem racismo – sou muçulmana e uso o hijab -, isso é o mais importante.
Por outro lado, existem outras dificuldades, como a barreira linguística, a situação económica menos favorável, tudo depende muito das relações e dos conhecimentos.

O que aprendeu sobre si em todo este processo?
Com todas as dificuldades que passámos, estamos a passar e passaremos, acredito em mim mesma mais e mais, que posso fazer mudanças nesta vida, que se alguém ler a minha história se sentirá orgulhoso, porque sim, sou refugiada mas sou humana e tenho um sonho.

Qual é o seu sonho?
Que a Tayybeh alcance fama e sucesso, para provar que os sírios, com determinação e esperança, podem ter sucesso, apesar de terem perdido tudo durante a guerra.

E qual é o seu maior sonho para a Síria?
A paz.

E para os seus filhos?
Que tenham a melhor educação possível, para que consigam realizar mudanças boas na sociedade.

E como se adaptaram eles a Portugal?
Muito bem. Falam português, inglês e árabe. Às vezes juntam três línguas numa só frase.

Acha que alguma vez vai conseguir regressar à Síria?
Não, não creio que voltarei à Síria num futuro próximo.









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