Queridas mães,  

Hoje a mensagem é para vocês. 

Vamos fazer uma viagem ao passado, quando estavam com o vosso rebento na barriguinha? Convido-vos a refletir sobre como a vossa gravidez foi vivida e agora como vivem a maternidade. Às grávidas desse lado, muitos parabéns. Vamos refletir juntas?  

Será que a forma como vivemos a gravidez define a forma como vivemos a maternidade? Habitualmente SIM. 

Na gravidez já é possível perceber a forma como as mães irão viver a maternidade. Há uma série de perfis diferentes, desde as mães-ansiedade; às mães-que-comem-por-2; às mães-zen; mães-pedestal; mães-galinha; às mães-conscientes. 

Por favor, não levem estes “rótulos”, como um “apontar de dedo”. São apenas perfis traçados, no geral. O mote é ajudar-vos, sempre e o mais possível a viver mais e melhor os desafios que pode representar ser “MÃE”. 

Se a gravidez é vivida com bastante ansiedade de tudo, associada a um medo de perda enorme: “Será menino ou menina? Mal posso esperar para saber”; “Vou fazer as 12 semanas, é hora de começar a organizar o quarto do bebé”; “Doutor, estou muito ansiosa por saber como ele está? Está mesmo tudo bem?”; “Vou ver ao Google para perceber se está mesmo tudo normal e bem, tenho tanto medo”. 

É difícil para estas mães-ansiedade viverem este período de forma tranquila, estão quase sempre com muitas preocupações e compram antecipadamente tudo o que há do mundo do bebé para que nada lhes falte. Quando o bebé nasce, este tipo de mãe tem muita dificuldade em se desapegar do bebé, sentindo um medo terrível de o perder e da distância. Tem necessidade de controlar tudo o que está a acontecer com ele, sentindo-se muito exausta e ansiosa com a nova fase, em que as dúvidas e desafios ficam na cabeça a baralhar as ideias todas. 

As mães-que-comem-por-2, habitualmente vivem a gravidez com grande histerismo, mas um nervoso da responsabilidade escondido. É um “excitex” imenso estar grávida e isso acaba por desculpar aquilo que comemos. Não só as quantidades mas os conteúdos. “Estou grávida, eu posso”. Aliás, as próprias pessoas à nossa volta verbalizam este tipo de frases. 

Quando o bebé nasce, há então, muitas vezes, um choque de realidade enorme. Mães que se vêem fisicamente modificadas e a ter de lidar com os seus novos corpos, assim como a experienciar o que é ser “mãe”. Então, os conflitos interiores de autoestima e identidade aumentam e há uma tendência natural para estas mães se anularem e sentirem que o foco está no crescimento do seu filho. 

As mães mais relaxadas, são “mães-zen”, mães que têm a tendência a ser bastante positivas relativamente ao período que atravessam “vai correr tudo bem.”, “faltam duas semanas para o nascimento, tenho de começar a organizar a mala da maternidade”. Mães descontraídas aceitam a gravidez como uma parte do processo, sem grandes agitações ou preocupações. Estas mães normalmente adotam uma postura segura quando o bebé nasce. São tranquilas e acham sempre que vai correr tudo bem. 

“Mães-pedestal” é um perfil de mãe, muito comum nos dias de hoje. São mães que acreditam que estar grávida é um estado de graça tão grande que adotam uma postura de seres especiais. Gostam muito do protagonismo que os outros lhe dão e a importância que dão à sua gravidez. São mulheres que gostam de expor a barriga e se sentem quase literalmente “com o Rei na barriga”. Quando os bebés nascem, estas mães gostam de tirar fotografias, habitualmente os recém nascidos são vestidos de forma a dar nas vistas, algumas mães assim gostam de se vestir com a roupa igual a eles, por exemplo. Na maternidade poderão ser mães muito ligadas às aparências, mais do que ao interior das relações. 

Culturalmente, este é um termo muito utilizado, as “mães-galinha”, são conhecidas por serem super protectoras. Seja durante a gravidez, para que nada lhes aconteça. O medo que algo aconteça faz com que acabem por estarem sempre um passo atrás em tudo, precavendo os acontecimentos e os perigos vindos de todos os lados. Com o bebé nos braços, estas mães tendem a continuar a ser super protetoras o que as torna também muito ansiosas quando algum acontecimento ou momento sai do seu controlo. 

“Mães-conscientes” são preocupadas não só com o seu filho, mas com os outros. Gostam de estar informadas e refletem sobre questões profundas, procurando encontrar um equilíbrio sobre a razão e o coração. Têm plena noção que a gravidez faz parte e é uma viagem, assim como a vida. Que a vida dos filhos não lhe pertence. E que apesar de ter sido escolhida para os acompanhar na viagem da vida, consegue separar por forma a fazer o que é melhor para eles. É segura e acaba por evitar ir “na onda geral da sociedade”, porque reflete nas suas ações, para que tudo lhe faça sentido. 

A gravidez é vivida desta forma, tranquila, sem grandes ansiedades, com a noção do que está e pode acontecer. Estas mães tendem a ser muito descontraídas também e adoram ser mães. Foi uma decisão tomada sem falsas expectativas, onde o coração e a razão criam um sincronismo senão perfeito, muito perto disso. 

É nossa escolha a forma como vivemos a gravidez e a forma como decidimos viver a maternidade. Mesmo contra as “correntes” mais comuns, é muito importante parar e pensar “quem queremos ser “ e como pretendemos que esta experiência tão marcante na vida de uma mulher seja. Está nas nossas mãos. Está nas suas mãos a decisão.

Que tipo de mãe queres ser? 

Muitos milhares de beijinhos mães queridas,

Carolina Vale Quaresma

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