
Às vezes, pode ser difícil identificarmos os motivos para estarmos num estado constante de exaustão.
“Existem vários tipos de fatiga que podem deixar-nos assim e cada um deles é diferente”, explica a doutoranda em Psicologia Clínica Nawal Mustafa no Instagram. “Pode ser útil percebermos a causa para a exaustão mental e stress, de modo a fazermos as mudanças necessárias e minimizá-los”.
Segundo a especialista, eis os sete tipos de fatiga que devemos conhecer:
Fadiga física
Acontece quando o corpo está sob stress. Os sintomas incluem dor de cabeça; fraqueza muscular; sensação constante de cansaço; problemas estomacais ou gastrointestinais; úlceras de stress; tensão muscular; e enfraquecimento do sistema imunitário.
O que fazer?
- Dormir o suficiente, permitindo ao corpo recuperar;
- Consumir alimentos ricos em nutrientes para o corpo ter fontes de energia;
- Considerar tomar suplementos alimentares.
Fadiga social
Acontece quando passamos demasiado tempo a socializar com os outros, especialmente com pessoas que nos fazem sentir drenados ou demasiado estimulados. Isto pode fazer com que tenhamos pouco tempo pessoal e descuremos certas responsabilidades, resultando num estado de sobrecarga.
O que fazer?
- Dizer não a interações sociais que sugam energias;
- Passar mais tempo a sós e fazer aquilo de que gosta;
- Estar com pessoas que transmitem boas energias.
Fadiga de ansiedade
Acontece quando o cérebro está cheio de pensamentos intrusivos e tagarelice mental. Muitas vezes, parece que a mente está acelerada e é difícil parar de racionalizar. Nestas alturas, o sistema nervoso está num estado constante de resposta estilo ‘lutar, fugir ou congelar’, o que pode deixar-nos exaustos ou paralisados.
O que fazer?
- Anotar pensamentos e desafiar os que não são úteis;
- Identificar críticas interiores e substituir essa voz por outra mais gentil;
- Esquecer coisas que estão fora do seu controlo.
Fadiga de compaixão
Acontece quando despendemos muito tempo e energia em ajudar os outros, negligenciando as nossas necessidades. Isto pode ser o resultado de absorvermos os stresses emocionais de terceiros, ou daquilo que acontece no mundo.
O que fazer?
- Oferecer apoio, mas evitar tomar as dores dos outros;
- Ser consciente da quantidade de notícias consumidas sobre eventos mundiais;
- Dar prioridade às próprias necessidades emocionais, bem como ao tempo para descansar e carregar energias.
Fadiga emocional
Acontece quando nos sentimos sobrecarregados com emoções, a ponto de não restar energia para mais nada. Podemos sentir-nos ‘presos’, como se não tivéssemos controlo sobre a vida. Isto pode fazer com que tenhamos falta de motivação e a incapacidade de desfrutar das coisas de que gostávamos.
O que fazer?
- Dar prioridade às próprias necessidades emocionais;
- Praticar exercícios de mindfulness;
- Identificar os fatores que despontam stress e encontrar formas de minimizá-los.
Fadiga de ambição
Acontece quando nos esforçamos demasiado para atingirmos objetivos e ambições, muitas vezes com expectativas irrealistas e uma falta de compaixão para connosco próprios.
O que fazer?
- Estabelecer objetivos e expectativas realistas para si mesma;
- Ser paciente consigo mesma;
- Lembrar-se de que é o progresso que importa, e não a perfeição;
- Estabelecer limites em relação ao tempo que passa a trabalhar ou a pensar no trabalho.
Fadiga sensorial
Acontece quando o cérebro se sente inundado com estímulos sensoriais como, por exemplo, ruídos altos e luzes fortes. De certa forma, todos passamos por isto, mas é mais comum em indivíduos neurodivergentes, com síndrome de stress pós-traumático, ansiedade e condições médicas como a fibromialgia.
O que fazer?
- Focar-se apenas na tarefa que tem em mãos;
- Minimizar as distrações à sua volta;
- Limitar o tempo que passa em ambientes excessivamente estimuladores.